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Um calvário sem fim: Santi Cazorla voltou à sala de operações

Espanhol do Arsenal, que foi operado ao tornozelo direito oito vezes no último ano e que esteve em risco de perder a perna, esperava regressar aos relvados em janeiro, mas a recuperação sofreu um retrocesso

Lídia Paralta Gomes

CHRISTOF STACHE/Getty

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Desde que o Twitter começou a permitir-nos escrever 280 caracteres em vez dos iniciais 140 que nos deparamos com pontos de vista mais longos, explicações mais detalhadas e discussões mais alargadas.

Mas as más notícias continuam a ser más notícias.

Como aquela que Santi Cazorla anunciou na manhã desta quarta-feira, nessa mesma rede social. Depois de no início deste mês ter contado no jornal "Marca" ao mais ínfimo pormenor o calvário pelo qual tem passado desde 2013, com lesões graves atrás de lesões ainda mais graves, o espanhol do Arsenal deixava no ar a enorme esperança de voltar aos relvados em janeiro.

Contudo, a recuperação da grave lesão no tendão de Aquiles do pé direito sofreu um retrocesso e Cazorla voltou a ser operado. "Devido a um mal-estar no tendão que se arrastava nos últimos dias, tive que voltar a passar pela sala de operações. Tenho de adiar a data de regresso aos relvados", começou por escrever o internacional espanhol, que sublinhou no entanto a "esperança e motivação" para voltar a ser feliz naquela que é a sua "grande paixão". O futebol, pois claro.

A via crucis de Cazorla começou em 2013, durante um particular da seleção espanhola com o Chile: recebeu uma pancada no tornozelo direito que lhe provocou uma fissura num osso. A partir daí, nunca mais soube o que era jogar sem dores.

Um ano depois, uma rotura de ligamentos no joelho esquerdo levou-o à sala de operações. Mas foi o pé direito que continuou a dar problemas. Quando voltou a jogar fazia-o infiltrado - só assim aguentava as dores.

No final do ano passado, dores no tendão da planta do pé direito levaram-o de novo à sala de operações. E o que parecia ser um intervenção simples, que o obrigaria a apenas três semana de repouso, tornou-se num caminho cheio de contrariedades: o corte não cicatrizou e sempre que Cazorla tentava voltar a jogar abria, uma e outra vez. Até que gangrenou. A infeção era de tal forma grave que danificou parte do osso e as bactérias "comeram" oito centímetros do tendão de Aquiles do jogador.

Foi neste particular com o Chile em 2013 que começaram os problemas de Cazorla

Foi neste particular com o Chile em 2013 que começaram os problemas de Cazorla

Harold Cunningham/Getty

Daí para cá foi operado oito vezes. Nove, se contarmos com a mais recente intervenção, agora anunciada. Esteve em risco de perder a perna, caso a infeção não tivesse sido completamente debelada. Foi ainda obrigado a retirar um excerto de pele do braço esquerdo para colocar na zona afectada pelas lesões.

Há um mês, nessa reportagem do diário "Marca", em Salamanca, cidade onde recupera longe da família, que continua em Londres, Cazorla mostrava-se feliz pela confiança do Arsenal, que lhe tinha renovado o contrato até junho do próximo ano. E prometia voltar em janeiro. O regresso terá de esperar mais algum tempo.