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“Olhem para mim: passei de futebolista a político. Qualquer um pode ser esta pessoa”: a vida quase normal de Weah

George Weah foi uma estrela do futebol dos anos 90. Mais tarde, chegou à política e candidatou-se a Presidente da Libéria. Falhou. Agora, sete anos depois, regressou e talvez tenha ganho. A vitória não lhe é estranha: em 1995 foi eleito melhor jogador africano, europeu e do mundo. “Muita gente pergunta porque é que um futebolista se candidata à presidência de um país mas ninguém pergunta o mesmo a um empresário ou um advogado”

Marta Gonçalves

Weah, à esquerda, sabia o que fazia dentro da área: é um dos avançados históricos da década de 90

Stefano Rellandini

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Um dia, há muitos anos, George Weah recebeu um conselho numa conversa com Nelson Mandela : “Se fores chamado a servir o teu país, deves fazer a coisa certa”. A possibilidade de fazer a coisa certa vem aí: Weah está em vias de se tornar presidente da Libéria, país onde nasceu há 51 anos, onde jogou à bola no bairro de lata e de onde saiu para ser futebolista nos grandes clubes europeus.

“Ninguém deve ter medo da mudança, olhem para mim: passei de futebolista a político. Qualquer um pode ser esta pessoa.” Em outubro venceu a primeira volta do sufrágio, porém não conseguiu maioria absoluta. A segunda volta - inicialmente agendada para novembro e adiada por questões legais - aconteceu terça-feira. Espera-se que esta seja a primeira transição de poder sem violência em 73 anos.

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