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País de Gales salva o soldado Ryan

Ryan Giggs é o novo seleccionador do seu país. O antigo extremo do Manchester United sucede a Chris Coleman no cargo e é o último treinador a chegar a um lugar importante pelo passado de futebolista

Pedro Candeias

Getty Images

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Havia vários indícios e, como em muitas outras histórias que antes desta, as suspeitas estavam devidamente fundamentadas e o resultado foi o do costume. Um antigo craque da bola sem jogos suficientes como treinador para podermos fazer uma avaliação conveniente do seu trabalho foi conduzido ao cargo futebolístico mais alto de um país: selecionador nacional, as duas palavras que a partir de agora precedem o nome do galês Ryan Giggs.

Toda a gente conhece Giggs. Foi um dos melhores jogadores da história do Manchester United que é um dos melhores clubes da história – e sendo que jogou até aos 40 anos, não há exagero em dizer que Giggs foi um dos grandes nos últimos 20. O problema de Giggs foi o depois.

Serviu de ama-seca do United quando David Moyes foi despedido, passou a adjunto do United com Louis van Gaal e, por fim, a proscrito no momento em que José Mourinho entrou no United, abrindo os cotovelos para consolidar o seu espaço vital. A partir daí, o golfe ocasional, o patrocínio da Heineken e o limbo do desemprego de onde saiu quando o País de Gales o chamou para substituir Chris Coleman. Garantem os ingleses que Giggs bateu a concorrência de Craig Bellamy, cujo currículo se resume ao nome (já o escrevi), ao cargo anterior (foi jogador da bola) e à nacionalidade (é galês, pois). Bellamy não tinha muitos itens a seu favor, e, na verdade, Giggs também não. embora tenha sido infinitamente melhor futebolista do que Bellamy. Em contextos como este, basta.