Tribuna Expresso

Perfil

Futebol internacional

E agora, já podemos dizer que o Real Madrid está em crise?

A equipa que é a atual campeã de Espanha e a detentora das últimas duas edições da Liga dos Campeões foi esta quarta-feira eliminada da Taça do Rei pelo Leganés, 13º classificado da liga espanhola

Diogo Pombo

Shot for Press

Partilhar

Há algum tempo, demasiado tempo, que o Real Madrid vinha a confiar tudo o que tem na ideia que, verdade seja escrita, já lhe valeu muita coisa na sua história - que, no futebol, basta ter os melhores jogadores que, a bem ou a mal, a coisa vai lá e ganham-se jogos. Só que a fórmula dos últimos dez jogos foi VVDVEEDVVD e se há letras para as vitórias e os empates, adivinhem o que significa o última letra.

É a derrota que os merengues sofreram, esta quarta-feira, contra o Leganés, uma equipa que marcou os mesmos golos que sofreu esta época (24), está no 13º lugar do campeonato espanhol e cujo jogador mais conhecido é, talvez, um tipo chamado Nordin Amrabat, avançado marroquino que já jogou no Málaga e no Watford.

Essa equipa venceu por 1-2 no Santiago Bernabéu e eliminou o Real Madrid da Taça do Rei, porque virou a magra derrota (0-1) que o Real conseguira na primeira mão.

E, de repente, o gigante das 33 ligas espanholas e 12 Liga dos Campeões estacionadas no museu foi eliminado nos quartos-de-final, por uma equipa em que nenhum jogador estaria sequer perto de ser titular no Real Madrid.

Cristiano Ronaldo não jogou, nem no banco esteve, mas em campo estiveram Benzema, Isco, Sergio Ramos, Asensio ou Kovacic, tipos que, há uns meses, estavam a levantar a Champions ou a dominarem o Barcelona na Supertaça de Espanha.

De momento, equipa dos títulos, dos milhões de euros inesgotáveis para ter os jogadores que pretende, das reviravoltas, das vitórias e das vedetas, está no quarto lugar do campeonato (a 19 pontos do líder, o Barcelona), acabou de ser eliminado da Taça do Rei e vai, daqui a semana, jogar os oitavos-de-final da Liga dos Campeões contra um Paris Saint-Germain que nunca pareceu tão forte como hoje.

Zinedine Zidane, o treinador que, há dois anos, surgiu como solução apressada e elogiado foi por apaziguar estrelas, conciliar egos e arranjar forma de as estrelas serem uma equipa, apelidou a eliminação perante o Leganés como "um fracasso" e "o golpe mais duro" desde que assumiu o comando da equipa.

E dizer que o Real Madrid está em crise, já se pode?