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NES, de Nuno Espírito de Subida à Premier League

O Wolverhampton de Nuno Espírito Santo garantiu, este sábado, a promoção à Premier League, mesmo sem jogar. Wolverhampton de NES, dos setes jogadores portugueses que lá jogam e de Jorge Mendes, que os pôs lá. Se a época acabasse como está e as cadeiras não dançassem, no próximo ano veríamos três treinadores portugueses (Nuno Espírito Santo, José Mourinho e Carlos Carvalhal) na primeira divisão inglesa

Diogo Pombo

Harry Trump

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Eles estão todos reunidos no que parece ser um pequeno auditório, talvez nas instalações do clube, não sabemos, quando as coisas descritas em baixo têm a confirmação de que fizeram o suficiente para, finalmente, chegarem à Premier League:

Os seis remates bombásticos e longínquos de Rúben Neves, trinco marcador de golos vistosos e sempre originários de fora da área, elogiado mês sim, mês sim, por ser a teia de passes que ligam o jogo da equipa, uma teia demasiado boa e impressionante e viável - logo, questionada por estar a jogar no Championship;

Os 16 golos de Diogo Jota um avançado rápido, chato para os defesas e técnico nas coisas que pretende fazer, que o ano passado jogava pela Liga dos Campeões e pensava como iria regressar ao Atlético de Madrid, um clube que já esteve bem perto de a ganhar;

As fintas e dribles e corridas de Hélder Costa e Ivan Cavaleiro, extremos velozes e potentes nas linhas de uma equipa que, aos poucos, não foi fazendo outra coisa além de liderar o campeonato;

As 28 vitórias (para já) nm campeonato longo, desgastante, pesado nos relvados pequenos e lamacentos dentro de estádios barulhentos e castradores para os adversários, com 46 jornadas e chamado Championship, que diz-se ser a segunda divisão mais competitiva do mundo.

Coisas que foram trabalhadas por Nuno Espírito Santo até este sábado, em que o Fulham, 2º classificado, empatou com o Brentford e garantiu a subida do Wolverhampton à Premier League, com três jornadas em falta.

E, de repente, há festa numa equipa em que estão os portugueses Roderick Miranda, Rúben Vinagre, Pedro Gonçalves, Rúben Neves, Ivan Cavaleiro, Hélder Costa e Diogo Jota, mais os conhecidos Willy Boly (ex-FC Porto) ou Léo Bonatini (ex-Estoril). Todos jogadores agenciados, ou cuja chegada ao Wolverhampton foi intermediada, por Jorge Mendes ou a sua empresa, a Gestifute.

A presença do super agente, mesmo que não física, mas real nos contratos, nos telefonemas, nas comissões e nos contactos, que o "Daily Telegraph" noticiou como razão suficiente para os clubes da Premier League convocarem uma reunião e discutirem se este Wolverhampton, com esta aura de Mendes, não será concorrência desleal e injusta na Premier League.

No Championship tem sido, pelo menos, superior a toda a gente. Pode ser sido ideia de Jorge Mendes, mas foi obra do seu primeiro cliente da carreira. Nuno Espírito Santo, ou NES, sigla que lhe foi colada na passagem pelo FC Porto.

NES, de Nuno Espírito de Subida à Premier League.