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“MESSI” ganha a “MASSI”. Como assim?

Cinco anos depois de ver o Instituto de Propriedade Intelectual da União Europeia recusar o registo da sua marca, Lionel Messi viu finalmente um tribunal europeu dar-lhe razão

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Beijinho (no ombro) para as inimigas de Lionel Messi nos tribunais

Anadolu Agency/Getty

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Ora aí está mais uma vitória para Lionel Messi. Só que desta vez não é em campo, mas sim nos tribunais. O argentino tem finalmente luz verde para registar a sua marca de roupa “MESSI”, depois do Tribunal de Justiça da União Europeia anular uma resolução do Instituto da Propriedade Intelectual da União Europeia, que em 2013 deu razão à marca de acessórios de ciclismo “MASSI”, que contestou a marca do jogador do Barcelona por existir “risco de confusão” entre as duas.

Na altura, o Instituto de Propriedade Intelectual da União Europeia, depois de Messi solicitar o registo da marca e de logotipo associado, sublinhou que “as marcas em questão” eram “similares, porque os seus elementos dominantes, constituídos pelos termos ‘MASSI’ e ‘MESSI’ são praticamente idênticos no plano gráfico e fonético”, de modo que as diferenças só seriam percebidas pelos adeptos de futebol.

O jogador argentino não se conformou com a decisão e recorreu ao Tribunal de Justiça e, oito anos volvidos, o caso resolveu-se a seu favor.

“O Tribunal General considera que uma parte significativa do público associará o termo ‘MESSI’ ao apelido do célebre jogador de futebol e, por consequência, vai ligar o termo ‘MASSI’ a um termo conceptualmente diferente”, indica o tribunal em comunicado.

Portanto, a partir de agora, e na impossibilidade de qualquer ser humano colocar-se na pele de Messi, pode ao menos vestir a sua roupa.