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81 milhões em dinheiro, 36 milhões em vinho: a China chama Iniesta com um contrato em géneros

O "El Mundo" garante que para lá dos 27 milhões de euros anuais limpos de salário durante três anos, o Chongqing Dangdai Lifan ainda promete comprar seis milhões de garrafas de vinho à adega do jogador do Barcelona

Expresso

Aitor Alcalde Colomer/Getty

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O multitudinário e multimilionário mercado chinês é uma oportunidade para muito bom futebolista em final de carreira - e outros até a meio dela - mas para Andrés Iniesta é mais do que dar uns pontapés numa bola e no final do mês recolher o cheque.

É público que o médio vai deixar o Barcelona e mais ou menos público que há uma proposta cheia de zeros à direita vinda da China, mas Iniesta, aos 33 anos, pensa não no futuro-agora, mas no futuro a longo prazo. Nomeadamente o futuro da empresa Bodega Iniesta, criada pelo pai do jogador nos anos 90 e que em 2010 produziu os primeiros vinhos para venda ao público, depois de Andrés investir nas vinhas da família, na localidade de Fuentealbilla.

Vai daí, diz o “El Mundo”, a proposta do Chongqing Dangdai Lifan, equipa treinada por Paulo Bento, contempla não só três anos de contrato à razão de 27 milhões de euros anuais limpos, como a compra de seis milhões de garrafas de vinho da Bodega Iniesta, no valor total de 36 milhões de euros.

Ou seja, no total, caso Iniesta cumpra os três anos de contrato na China, poderá regressar com 117 milhões de euros na carteira e, muito possivelmente, um mercado de vinhos conquistado, para os anos seguintes.

De acordo com o diário espanhol, os termos da proposta estão negociados, mas falta ainda a assinatura de Andrés Iniesta, que não está absolutamente certo em partir para a China, ainda que a sua empresa já tenha dado um piscar de olhos ao mercado oriental.