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Crianças palestinianas apelam a Messi para não jogar em Israel

Filhos de refugiados palestinianos pedem à lenda Lionel Messi que não jogue o particular entre as seleções da Argentina e de Israel, no próximo sábado. Grupo de 70 crianças lembram que estádio Teddy, em Al Malha, foi construído na sua antiga aldeia

Lusa

Buda Mendes

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Um grupo de 70 crianças palestinianas escreveram ao futebolista argentino Lionel Messi pedindo-lhe que não jogue o encontro particular entre a sua seleção e Israel, agendado para o próximo sábado em Jerusalém.

Na carta, as crianças referem que Messi é uma “lenda, que todos querem imitar” e explicam ao futebolista argentino que são filhos de refugiados palestinianos, oriundos da localidade de Al Malha.

“Disseram-nos que vens jogar com os teus amigos a Al Malha, num estádio construído sobre a nossa aldeia”, refere a carta, numa alusão ao estádio Teddy, na parte ocidental de Jerusalém, onde se disputará o encontro. O presidente da Associação de Futebol da Palestina, Yibril Rajub foi encarregado de entregar a carta e deu uma conferência de imprensa junto à representação diplomática da Argentina em Ramala, na Cisjordânia.

Rajub enviou recentemente uma carta ao seu homólogo argentino, Carlos Tapia, na qual condenava o jogo, que considerava como um apoio à ocupação de Jerusalém Este, ocupada por Israel desde 1967 e anexada unilateralmente em 1980. Em Israel, o encontro é esperado com grande ansiedade e em apenas 20 minutos foram vendidos os 34.000 bilhetes.