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Olá, eu era o Zé dos Ressaltos e vim para ficar

Dizem que é humilde, pacato, gosta de estar no seu canto e leva o trabalho muito a sério – não falha uma sessão de ginásio. É um miúdo a quem chamavam “Gilinho” por estar sempre tranquilo e no seu canto, lembra quem o treinou nos juniores do Braga. Agora, com 19 anos, Gil Dias deu nas vistas na vitória (3-1) do Rio Ave contra o Sporting

Diogo Pombo (texto), Rio Ave FC (fotos)

RESSALTOS PARA QUÊ? Nos juniores do Braga, de onde saiu para o AS Monaco, trocou de alcunhas a meio da época quando começou a ganhar todos os ressaltos nos quais “metia o pé”. Hoje já precisa de poucos para fazer o que quer da bola

Rio Ave FC

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Imagine um miúdo calado, com idade para ser reguila e irrequieto, mas que era pacato. Um rapaz que gosta de estar no seu canto, a observar, a ver o que os outros estão a fazer e não a ser produto para olhos alheios. Esse miúdo tem 16 anos, é calmo e, mesmo não querendo, dá nas vistas pela altura e o corpanzil que já tem. Gosta de ficar no seu espaço, sem o chatearem. Tranquilo é o seu nome do meio. É o retrato de alguém que não pode ser mais calmo. Agora imagine, uns anos volvidos, este miúdo com uma bola por perto, a servir-lhe de isco para o pé esquerdo.

O miúdo passa a ser o contrário de tudo o que era. Não evita dar nas vistas. Farta-se de tocar na bola, pede-a constantemente. Os jogadores com quem partilha equipa estão sempre a procurá-lo. A bola tem que ir ter com ele, é este o miúdo que inventa mais coisas com ela. Em campo, como jogador, é impossível ficar no seu canto a observar e a ser apenas mais um.

Talvez não seja preciso imaginar alguém assim.

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