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“Ó Capitão, meu Capitão”: Mário Wilson, por Toni

Toni foi lançado na Académica de Coimbra por Mário Wilson e era o capitão do Benfica quando Wilson se tornou o primeiro treinador português a conquistar um campeonato nacional. Chamado “meu filho branco” pelo velho capitão, nascido em Moçambique há 86 anos, Toni recorda o treinador e o homem a quem se habituou a tratar por segundo pai. Mário Wilson morreu esta segunda-feira, aos 86 anos

Texto Toni (depoimento recolhido por Alexandra Simões de Abreu)

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LÍDER. Mário Wilson a olhar a vida e o jogo de frente

LÍDER. Mário Wilson a olhar a vida e o jogo de frente

FOTO ARQUIVO A CAPITAL

Há 53 anos ia eu em passo acelerado a caminho de uma aula de história, eram umas dez para as duas da tarde, quando vi passar um Fiat 600. Lá dentro vi uma figura que reconheci dos cromos da bola. Era Mário Wilson. Nessa altura eu jogava no Anadia e uns dias antes tinha defrontado a Académica de Coimbra para o campeonato nacional de juniores. O carro dirigiu-se à tipografia do meu pai. Foi a primeira conversa exploratória sobre a minha ida para a Académica. O mais engraçado é que depois o Fiat não pegou e tive de ajudar a empurrá-lo. No seu jeito descontraído mas imponente, Mário Wilson, que estava acompanhado do Augusto Martins, brincou: “Se fossemos do Benfica ou do Sporting, andávamos de Mercedes, mas como é a Académica, não temos dinheiro e andamos de Fiat”.

Foi este o dia que marcou para sempre o rumo da minha vida e da minha carreira. Se não fosse o capitão Mário Wilson, eu não estava onde estou hoje. Ele deu-me o empurrão de que precisava, ajudou-me a crescer e a preparar-me para os desafios que enfrentei.

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