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Duas equipas, duas realidades — razão suficiente para dosear a felicidade

José Couceiro, não quis falar sobre a arbitragem, tão criticada pelos adeptos do FC Porto. Não o fez por “ uma questão de ética e até de elegância”. Sobre o jogo, o treinador do Vitória de Setúbal diz: “fizemos o que nos competia fazer”

Helena Bento

MIGUEL A. LOPES/LUSA

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Não é que a sua equipa deva estar totalmente satisfeita. Afinal, o jogo contra o FC Porto, disputado este sábado no estádio do Bonfim, terminou sem golos. Mas se pensarmos “nas diferenças que existem entre as duas equipas, vindas de realidades completamente diferentes, em que meio jogador de uma dá para pagar toda a estrutura da outra”, a do Setúbal obviamente, então, sim, podemos dar-nos por contentes.

Ele, pelo menos — José Couceiro, treinador do Vitória de Setúbal —, está “satisfeito” com o resultado. Mas, atenção, que o campeonato ainda agora começou e nada, absolutamente nada, está decidido. “Ainda temos de trabalhar muito, crescer e sofrer”.

Sobre o árbitro, que foi alvo de tantas críticas por parte dos adeptos do FC Porto, José Couceiro prefere não falar, “até por uma questão de ética e elegância”. Há que fazer uma gestão correta das prioridades: “O importante é focarmo-nos no jogo, não na arbitragem”, diz ele, que contra ele fala: “Reconheço que, muitas vezes, eu próprio não dou um bom exemplo, ao questionar as decisões dos árbitros. Mas o importante é mesmo o jogo”.