Tribuna Expresso

Perfil

Futebol nacional

Isto também conta como festa da Taça?

O Benfica passeou classe na Luz perante o Marítimo, na 4ª eliminatória da Taça de Portugal, e venceu tranquilamente por 6-0

Expresso

Comentários

Cervi marcou o primeiro golo do Benfica frente ao Marítimo

CARLOS COSTA/Getty

Partilhar

Se a crónica deste jogo pudesse ficar resumida numa frase, seria esta: só deu Benfica. É difícil encontrar história onde não a houve, porque, tal como disse Rui Vitória na antevisão da 4ª eliminatória da Taça, o Benfica levou o jogo desta noite muito a sério - sem pensar na Liga dos Campeões que aí vem.

A indicação disso mesmo começou logo no onze: os dez jogadores de campo que subiram ao relvado foram exatamente os mesmos que jogaram no Dragão. A única diferença esteve na baliza, onde Ederson cedeu o lugar a Júlio César.

É certo que o Marítimo subiu substancialmente de rendimento com a entrada de Daniel Ramos para a liderança da equipa - em sete jogos, cinco vitórias e o 7º lugar da Liga NOS -, mas a diferença de qualidade individual - e mesmo coletiva - entre os dois adversários ficou evidente logo no primeiro minuto de jogo.

Os setores avançado e intermédio do Marítimo tentaram ao máximo dificultar a saída de bola do Benfica, pressionando imediatamente os centrais da Luz no próprio meio-campo, mas o Benfica eliminou imediatamente a pressão e foi avançando, avançando e avançando de tal forma que a bola só parou na baliza de Gottardi, após um remate de Cervi.

Dois minutos de jogo e a estratégia de Daniel Ramos - procurar condicionar a construção do Benfica - já tinha saído furada (mais tarde, na flash interview, o próprio treinador do Marítimo admitiu-o: "Foi um golo que deitou por terra uma semana de trabalho"). O técnico procurou entretanto corrigir - foi possível ouvi-lo a gritar "four five one" ("4-5-1") lá para dentro, de forma a dificultar a entrada do Benfica no ataque -, mas nem assim a tarefa dos madeirenses ficou facilitada.

CARLOS COSTA/Getty

O Benfica continuou a construir jogadas de muita qualidade ofensiva, particularmente através de Guedes - que grande evolução do miúdo - e de Pizzi - é de uma jogada dele e é ele que marca o segundo golo, aos 38' - e pelo corredor lateral direito, por intermédio de Nélson Semedo, que construiu com um toque de classe - uma roleta - o terceiro golo, oferecido a Mitroglou, aos 43'.

Também em cima do intervalo, Daniel Ramos trocou o desorientado Djousse por Dyego Sousa, mas a 2ª parte trouxe mais do mesmo: Júlio César a ver jogar...

E o Benfica a marcar: por Mitroglou, Raúl - de penálti, já que Samuel impediu um golo com a mão e foi expulso - e Guedes - um golaço de primeira, em vólei, na sequência de um canto.

A tranquilidade no resultado até permitiu o regresso de Rafa à competição, cerca de três meses depois do extremo que veio do Sporting de Braga se ter lesionado. Noite perfeita na Luz que permite ao Benfica qualificar-se para os oitavos de final da Taça de Portugal e, agora sim, ganhar confiança para o jogo de quarta-feira frente ao Besiktas, para a Liga dos Campeões.