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Controlos no Sporting? “Tudo normal”, diz a ADOP

Não houve nada de estranho no controlo antidoping realizado ontem na Luz e em Alvalade. Segundo fonte da Autoridade Antidopagem de Portugal o futebol não está é habituado a ser controlado desta maneira.

Alexandra Simões de Abreu

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PATRICIA DE MELO MOREIRA

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O controlo antidoping que os jogadores do Sporting foram sujeitos ontem à noite, "não tem nada de anormal", garantiu ao Expresso fonte da Autoridade Antidopagem de Portugal (ADOP), alertando que "não há timings para o doping" e por isso ficou "espantando" com a reação de Alvalade.

No comunicado que o clube de Alvalade colocou no seu site, o médico dos leões, Frederico Varandas, afirma que "hoje, às 22.30 horas, o controlo antidoping abandonou as instalações da Academia do Sporting" e que “em 10 anos como médico de uma equipa profissional da 1.ª Divisão nunca assisti a tal procedimento: um controle antidoping a todo o plantel na noite de véspera de uma competição”.

Tal procedimento, segundo o médico “interferiu não só com o treino da tarde, como com o jantar, mas sobretudo com a recuperação e descanso dos atletas numa semana em que fizeram três jogos e mais de oito horas de viagem de avião”.

O médico do Sporting “não devia estar suficientemente informado sobre os procedimentos antidopagem”, diz a mesma fonte, revelando que “o Sporting comunicou que o treino era à tarde e os agentes fizeram recolha de urina e sangue a alguns jogadores antes do treino e a outros só foi possivel fazer depois”, porque entretanto o treino começou.

O problema é que para garantir que a colheita da amostra de sangue para o passaporte biológico é feita de forma correta é necessário que os jogadores estejam pelo menos duas horas sem fazer nenhum tipo de esforço físico. Ou seja, se o treino terminou às 19h, só a partir das 21h é que a recolha pode recomeçar. Como o Benfica “informou que o treino era de manhã”, foi visitado durante aquele período.

Note-se que, por exemplo, no ciclismo os atletas chegam a ser submetidos a controlos antidoping bidiários - “como aconteceu este ano na Volta a Portugal e no dia de folga” -, antes, durante e após a competições. “Encaramos o futebol como as outras modalidades. O futebol não está acima da lei, se calhar estava era pouco habituado a ser controlado desta forma”, conclui a mesma fonte da ADOP, reconhecendo no entanto que é das modalidades onde se fazem mais controlos antidopagem por ano.