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Lenços, propaganda médica, três golos, dois slaloms e um objetivo (os cinco pontos a reter este fim de semana)

O Sporting perdeu e está a oito pontos do Benfica, há um candidato à presidência de Alvalade, as exibições de Ronaldo e de Messi e o que espera o Porto logo à noite

Pedro Candeias

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PATRICIA DE MELO MOREIRA

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1. Quem tem leão, caça com leão

Para os que caíram aqui de paraquedas: Wilson Eduardo é irmão de João Mário e, tal como o agora jogador do Inter de Milão, foi formado em Alcochete. Por isso, em cada golo de Wilson ao Sporting há uma história dentro de outra história maior: a de um futebolista que não serve para um grande, mas que serve para marcar aos grandes. Em 10 jogos já lá vão cinco golos contra os leões (um pelo Olhanense, um pela Académica, três pelo Sporting de Braga) e este último - o de ontem - deixou a equipa de Jorge Jesus em quarto lugar, a oito pontos do líder Benfica, que ganhara ao Estoril no sábado. Outras contas: o Sporting não perdia em casa desde março de 2016 (0-1, frente ao Benfica); o Sporting somou a 8.ª derrota esta época, que ainda vai a meio, sendo que na temporada passada teve nove desaires no total; o Sporting já desbaratou 15 pontos em 14 jornadas na Liga, a pior média de Jorge Jesus à frente de um ‘grande’ (em 2010-11, no Benfica, foram doze). Obviamente, há crise - e onde há crise, há lenços brancos.

2. Paiva dos Santos, o candidato

Ora bem, Bruno de Carvalho pede, Bruno de Carvalho tem. Eis, então, o segundo candidato à presidência do Sporting, Paulo Paiva dos Santos, fundador da farmacêutica Generis que começou nesta vida como delegado de propaganda médica. Paiva dos Santos esteve na lista de Pedro Baltazar nas eleições de 2011 e ontem foi ao Facebook anunciar, com alguns lapsos de linguagem que estará na corrida em março de 2017. É tempo de recordar uma entrevista sua à Antena 1: “Não acredito que [Bruno de Carvalho] aguente. Acho que o coração falou mais alto do que a razão. O senhor presidente foi atrás da emoção se calhar por ser um rapaz novo com pouca experiência de gestão. Às vezes acontece”.

3. O melhor futebolista do planeta

O que não acontece muitas vezes é marcar três golos num jogo, sobretudo se esse jogo for uma final e se nessa final estiver a ser disputado o título de campeão do Mundo. Só que lá foi Ronaldo defrontar o Kashima Antlers (4-2, vitória do Rela) para contrariar as estatísticas e o senso-comum, lembrando-nos que é uma máquina de fazer golos (tem 571, repito, 571 golos na carreira). O melhor futebolista do planeta foi o melhor futebolista em campo no jogo em que definiu a melhor equipa do mundo. Tudo certo no universo. Certo, Dona Dolores?

4. Diós reencarnado

4. O que acontece ainda menos é vermos Diós reencarnado: ontem, Messi fez de Maradona com dois slaloms incríveis em que os adversários mais pareceram pinos num treino do que homens de carne e osso (e rins) num jogo de futebol. O argentino marcou um golo na vitória por 4-1 diante do Espanyol - era um dérbi, convém recordar -, e Luis Suárez (bis) e Jordi Alba fecharam as contas.

5. Um, dois, três, quatro, cinco?

O quinto momento que lhe trazemos hoje ainda está por acontecer: o FC Porto recebe logo à noite (20h) o Desportivo de Chaves que perdeu o treinador Jorge Simão para o Braga. Nuno Espírito Santo quer que a equipa meta a proverbial quinta marcha (FCP vai em quatro triunfos consecutivos) para não perder o embalo antes do Natal. Em caso de triunfo, os portistas, que ficarão com um jogo mais, encurtam a distância para o Benfica (1 ponto).