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Manuel Machado, o 10º chicoteado da época

Numa época em que mais de metade das equipas da Liga NOS já mudou de treinador, Manuel Machado não chegou ao famoso réveillon da Madeira. Depois do treino da manhã desta quarta-feira, o técnico de nacional acertou a rescisão com Rui Alves, presidente do Nacional

Isabel Paulo

FRANCISCO LEONG

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Em 16º lugar do campeonato, fora da Taça de Portugal e da Taça da Liga, Manuel Machado é a última vítima dos maus resultados, elevando para 10 o número de treinadores despedidos. O técnico do Nacional ainda orientou o treino desta manhã, mas, após uma reunião com o líder Rui Alves, tudo indicava que já não será o timoneiro da sessão da tarde, avança o Record.

Com apenas três vitórias esta época, o Nacional soma 11 pontos à 15ª jornada, tantos quanto o Moreirense, 17º classificado, e menos três que do que o Feirense. O ponto final na duradoura ligação de quatro épocas e meia a Manuel Machado foi a derrota em casa com o Boavista (0-2), clube que segue na 10ª posição e que também já recorreu à tradicional chicotada psícológica para inverter a crise de desaires em campo.

À sétima jornada, o clube do Bessa substituiu Erwin Sánchez por Miguel Leal, a terceira troca da temporada, depois de o Marítimo ter colocado Daniel Ramos no lugar de Paulo César Gusmão, e de o Belenenses ter corrido com Julio Velásquez e optado por Quim Machado.

Na 10ª ronda da I Liga, Capucho deu lugar no banco do Rio Ave a Luís Castro, jornada em que o Moreirense foi buscar Augusto Inácio para o lugar de Pepa. Na jornada seguinte, o Paços de Ferreira trocou Carlos Pinto por Vasco Seabra e, à 13ª, o Estoril também deu por finito o vínculo laboral a Fabiano Soares, entrando Pedro Gómez Carmona.

No Sporting de Braga, José Peseiro não resistiu à derrota com o Sporting da Covilhã para a Taça de Portugal, tendo Salvador escolhido Jorge Simão para o sempre elétrico banco dos arsenalistas. O até então técnico do sensacional Desportivo de Chaves, 7ª da Liga em ano de regresso dos transmontanos ao universo dos grandes, foi susbtituído por Ricardo Soares.

Até à saída, hoje, de Manuel Machado, José Mota era a 9ª vítima da impaciência diretiva.