Tribuna Expresso

Perfil

Futebol nacional

Sim, o FC Porto tem razões de queixa. Dele próprio

O FC Porto empatou sem golos na Mata Real, contra o Paços de Ferreira, e deixou escapar o Benfica para ainda mais longe na liderança - seis pontos separam os rivais

Expresso

JOSE MANUEL RIBEIRO

Partilhar

Numa semana em que os portistas (AQUI) se queixaram fortemente da arbitragem, o fantasma que voltou a assombrar a equipa de Nuno Espírito Santo na Mata Real foi outro bem diferente: o da eficácia. Ou melhor, da falta dela.

Estávamos a meio de novembro quando o Dragão começou a tremer com a falta de golos: 0-0 com o Chaves, 0-0 com o Copenhaga e 0-0 com o Belenenses - por duas vezes. No início de novembro, a história mudou: contra o Sporting de Braga, aos 90+5', o miúdo Rui Pedro marcou e deu nova alma aos portistas, que conseguiram um mês só de vitórias na Liga e voltaram a aproximar-se do Benfica na liderança, ultrapassando o Sporting.

Esta noite, na Mata Real, com o regresso de André Silva à frente de ataque após lesão, o FC Porto de Nuno parecia estar mais tranquilo, apesar da derrota perante o Moreirense e o empate perante o Feirense, que valeram aos portistas a eliminação na Taça de Liga.

Poderia falar-se agora na falta que (a criatividade) de Brahimi faz - já partiu para a Taça das Nações Africanas -, até pela pela presença pouco influente de Herrera no meio, obrigando a empurrar Óliver para a esquerda. Mas a verdade é que o FC Porto até teve uma 1ª parte consistente, em que criou oportunidades claríssimas de golo, e poderíamos estar agora a escrever um crónica de uma vitória e não de um empate.

O problema é que tanto André Silva como Jota (duas!) como Óliver falharam as ocasiões claras que tiveram e as restantes tentativas foram sempre esbarrando em Defendi. O FC Porto não marcou quando deveria ter marcado - nem aproveitou um único dos 15 (!) cantos que teve - e o relógio foi pressionando os portistas, que, na 2ª parte, não produziram metade do que produziram na 1ª.

Mantendo a forte consistência defensiva, o Paços de Vasco Seabra foi acreditando que poderia fazer mais e até começou a dividir o jogo com os portistas, chegando bem mais perto da baliza de Casillas do que nos primeiros 45 minutos.

Do outro lado, o FC Porto também atacou, mas não conseguiu criar mais oportunidades de golo. E, na falta de golos, nem o ponta de lança Depoitre saiu do banco para ajudar (sinal de que é preciso ir ao mercado já em janeiro?) Agora, o FC Porto só se pode queixar dele próprio por ter ficado a seis pontos do Benfica. A diferença entre os rivais? Simples: a eficácia.

Partilhar