Tribuna Expresso

Perfil

Futebol nacional

Depois das acusações, a rescisão. Uchebo abandona Boavista

O jogador nigeriano do Boavista que chegou a dizer sentir-se “escravo” do clube já rescindiu o contrato, com a ajuda do Sindicato dos Jogadores

Expresso

Comentários

PATRICIA DE MELO MOREIRA

Partilhar

Em novembro do ano passado, a situação estava assim:

- “Queriam que deixasse de treinar a dois meses do mercado de inverno, era de loucos”;

- “O presidente chegou a dizer-me, na cara, que não ia pagar o meu salário”;

- “Deram-me um papel para assinar, para rescindir e ir-me embora, sem me pagarem os salários. Eles queriam deixar-me e pronto”;

- “Porque eles [o Boavista] não querem saber. Se eu estivesse a morrer, eles não não se importariam. Há meses que nem sequer me perguntam como estou a viver, ou se me tenho alimentado”.

(pode ler tudo o que Uchebo disse à Tribuna Expresso AQUI)

Esta tarde, o Boavista anunciou oficialmente a rescisão de contrato com Michael Uchebo, através de um “acordo amigável” em que o clube diz ter sido “muito importante a mediação do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol” (AQUI).

Os termos do acordo com o jogador nigeriano de 26 anos não foram revelados, mas, em novembro, Uchebo disse à Tribuna Expresso que o Boavista lhe devia “cerca de €100 mil” e que tinha deixado de lhe pagar a renda e as contas da casa onde vivia, no Porto.

Uchebo estava afastado da equipa desde o final da época passada e não joga oficialmente desde abril de 2016.

  • A vida de Uchebo: “Sei que, nas costas, o Fary está a matar-me”

    Futebol nacional

    Desde abril que o Boavista não lhe paga o salário e já passou dois dias sem eletricidade, na casa que o clube também lhe deixou de pagar. Michael Uchebo é “o ganha pão” da família, que “está a sofrer” na Nigéria, mas os axadrezados não o deixam treinar ou sequer comer com a equipa. Dizem-lhe que não é jogador do Boavista, clube com o qual tem contrato: “O presidente chegou a dizer-me, na cara, que não ia pagar o meu salário”

  • Uchebo, o nigeriano que se diz “escravo” do Boavista

    Futebol nacional

    Michael Uchebo é um avançado nigeriano que está a travar uma luta com o Boavista. O clube não lhe paga o salário, nem o deixa treinar ou usar as instalações. Uchebo, que chegou a ser ameaçado por um segurança - “A minha vontade é pô-lo a dormir” -, não recebe salário desde abril e está a ser ajudado, monetariamente, pelo sindicato de jogadores