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“Quando vou a um sítio e está a dar a BTV, digo para passar para o canal Panda. Gosto mais”

Augusto Inácio está de regresso ao Moreirense, clube que desfeiteou o FC Porto e que esta quinta-feira joga as meias-finais da Final Four da Taça da Liga com o Benfica. Pragmático, o ex-campeão nacional do Sporting afiança que vai jogar com a equipa B, que em 15º lugar na Liga a prioridade é o campeonato. Defende o seu clube de sempre com unhas e dentes, torce pelo FC Porto e não resiste a lançar farpas ao Benfica

Isabel Paulo e Lucília Monteiro

LUCILIA MONTEIRO

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Ao primeiro chamamento voltou ao Sporting, agora voltou ao Moreirense. Gosta de regressos?
Depende dos desafios. Interrompi uma carreira de treinador para ajudar Bruno de Carvalho na reconstrução de um novo Sporting e esse foi um projeto que não podia rejeitar. Tornei-me dirigente, gosto de viver o momento.

Retomou a carreira de treinador. Arrependeu-se de ser dirigente e comentador desportivo?
Não estou nada arrependido. Foi uma coincidência feliz ter interrompido a minha vida de treinador para ir para o Sporting e ter retomado a carreira precisamente em Moreira de Cónegos, a última equipa que treinei. Regressei pelo clube, e pelo presidente, Vítor Magalhães...

Separaram-se amigavelmente?
Nunca tivemos o mínimo problema, até porque sempre o mantive a par do convite do Sporting. Aliás, a possibilidade de voltar ao Sporting já se tinha colocado em 2011 nas eleições que foram 'roubadas' para Godinho Lopes. Já fazia parte da lista de Bruno de Carvalho. Nas eleições de 2013 estava no Moreirense e a primeira pessoa a saber que tinha sido convidado por Bruno de Carvalho foi Vítor Magalhães. E disse logo ao candidato Bruno de Carvalho que se ganhasse as eleições de forma alguma iria abandonar o Moreirense antes do final da temporada. Era a entidade a quem devia a minha lealdade e profissionalismo.

Foi criticado por estar numa situação dúbia, pouco ética.
Quem me criticou foi o rival. Aliás Vítor Magalhães disse-me que só por eu ter posto as coisas daquela forma ficava com mais admiração por mim. Só sei estar no futebol com seriedade...

Entrou no Moreirense em último lugar. Aprecia de missões suicidas?
Gosto de arriscar. Acho que vou sempre conseguir os objetivos. O clube tinha boa equipa, jogava bem, não tinha resultados.

Tem dois jogadores emprestados pelo Sporting. Geraldes e Podence...
E o Roberto do Arouca...

O facto de não poderem jogar não é deslealdade competitiva?
É penalizador, claro. Para mim não faz sentido algum, mas para os jogadores é uma defesa. Lembro sempre que o Jorge Costa estava no Marítimo e teve o azar de marcar um golo na própria baliza contra o FC Porto e não se livrou da fama de ter sido intencional. A reação dos adeptos é sempre para queimar, derreter.

lucília monteiro

Antes da vitória contra o Paços de Ferreira disse que ainda não tinha pensado na Taça da Liga...
Até hoje [segunda-feira, 23 de janeiro] não estou a pensar na Taça da Liga. Estou é a pensar no jogo com o Feirense para o campeonato.

Não é importante ser o único intruso na Final Four, onde só estão vencedores da prova?
Tenho de lutar pelos objetivos do clube, não pelos meus. Estamos em 15º lugar e a prioridade é o campeonato. O jogo de amanhã com o Benfica é calendário.

Fizeram um percurso perfeito na Taça da Liga, venceram o FC Porto...
Quem não teve um percurso perfeito foi o FC Porto, apesar de a Taça da Liga estar feita para os grandes. Se estivesse feita para todos, o sorteio era normal. Assim, cada grupo tem um cabeça de série, que são os grandes e o Braga, que têm 90% das possibilidades de se encontrarem nas meias-finais. Só que desta vez apareceu o ‘moreirensezinho’ e deu cabo do grupo do Porto, como o Setúbal deu cabo do grupo do Sporting. Para a Final Four, não há interesse nenhum em estar lá os pequenos.

Quais são as hipóteses contra o Benfica?
Só tenho uma opção. Fazer o melhor possível na Taça da Liga e escolher os melhores para o campeonato....

Vai jogar com uma equipa B?
Vai jogar a equipa B e honrar a camisola. Se der para ganhar por 1-0 ou nos penáltis, excelente, Se perdermos, que seja com dignidade. É como no anúncio do Placard: vamos jogar na desportiva.

O plantel é curto?
Não vou desgastar os meus melhores jogadores, que fazem falta para segunda-feira. O Benfica vai-nos obrigar a correr muito, a trabalhar muito, lutar muito, o que fará mossa para o jogo seguinte.

A equipa vai ser reforçada, os jogadores do Sporting regressam em casa....
O mercado está a acabar e muita coisa pode acontecer. Vamos ver com quem ficamos e com quem não ficamos, que é esse o problema. Para já, vem o Fernando Alexandre da Académica. Mas a experiência diz-me que de um momento para o outro pode haver alterações. Só fico seguro no último dia das inscrições.

O Moreirense tem margem para crescer, sendo vizinho do Guimarães e tão próximo de Braga?
Tem uma vantagem em relação a muitos clubes: é sério e paga a tempo e horas. O que no futebol português é uma enorme vantagem, que são muitos os clubes com dificuldades para pagar salários ao fim do mês. O Moreirense precisa de infraestruturas, de um relvado de apoio.

Diz que o anormal foi o FC Porto ter ficado pelo caminho na Taça da Liga, como ficou na Taça de Portugal. Este FC Porto é muito diferente do seu tempo como jogador e depois com adjunto?
Os anos passam, há jogadores e treinadores quem entram e saem, e estruturas que, mesmo mantendo-se, alteram a sua filosofia. E há um ou outro ano que as coisas não correm bem...

lucília monteiro

Já lá vão três anos de crise. Já não é o Porto em que qualquer treinador se arriscava a ganhar...
Já foi muito mais forte no passado do que é agora. Embora reconheça que este ano está a tentar apanhar aquela veia ganhadora perdida nos últimos anos. Só que o FC Porto tem um problema: o Benfica tornou-se muito forte, dentro e fora das quatro linhas. Ao mesmo tempo que o Porto perdeu essa força dentro e fora das quatro linhas. Ou seja, o que o Porto tinha antes, tem agora o Benfica. Destronar isso demora o seu tempo e não é fácil, quando se esteve no ‘poder’ a ganhar, ganhar, ganhar...

Costumo dizer que quem está habituado a comer lagosta, comer carapau custa. O Benfica anda agora a comer lagosta e o FC Porto anda no carapau mas quer lagosta outra vez...

É um gigante adormecido, como o Benfica pré-Jorge Jesus?
O FC Porto está em transformação e a tentar readquirir o que teve. Se vai ou não conseguir – e quando – não sei. É trabalho árduo...

Perdeu capacidade de influência? Pinto da Costa está desgastado?
Não sei o que se passou. Quem está de fora é difícil opinar. Vê-se que perdeu a força que tinha; agora, porque é que isso aconteceu, só os responsáveis pelo clube é que o podem explicar.

Em que papel se sente mais realizado? Treinador, dirigente ou comentador?
Na minha maneira de ser, nunca olho para aquilo que fui, mas o que sou. Quando fui dirigente no Sporting empenhei-me a 1000%. Perguntavam-se se não sentia saudades do banco... Enquanto fui dirigente, não tive. Agora sou só treinador, não quero saber de ser dirigente. Como me concentrei só em ser comentador. A minha paixão é o momento.

Mas o que gosta mais de fazer?
De tudo. Ganhei experiência como comentador . Foi um espetáculo falar com aqueles ‘gabirus’ todos...

Sabem de futebol ou é só ruído...
No nosso programa, no Play-Off, sabem. O Rodolfo sabe de futebol, como o João Alves, Rui Santos e João Abreu. É o único programa em que se fala verdadeiramente de futebol. Adorei estar ali. E sei que as pessoas também gostaram de mim. Fica no meu book: também foi comentador desportivo. Um espetáculo, adorei. Como dirigente foi um desafio diferente, olhar as outras vertentes do futebol profissional, que não se tem como jogador e treinador. O meu conhecimento aumentou. Hoje em dia, ser treinador não é ser só técnico, também se tem de ser um gestor, ver o presente e mais à frente. Abre-se um leque de observação que se não tivesse sido dirigente não tinha.

Não resistiu ao apelo de Bruno de Carvalho...
Lá vamos falar do Sporting. Mas não me importo de responder. Não falo é de eleições... Quando Bruno de Carvalho me convidou primeiro tive de saber qual era o seu programa. Eu não o conhecia. Falámos umas horas, e quando li o programa correspondia ao que eu imaginava que o Sporting precisava. Disse-lhe, “doutor Bruno” - na altura tratava-o por doutor, hoje é mais Bruno, porque temos mais amizade - “dificilmente vamos ganhar as eleições”

Não foi inocentemente que o convidaram também.
Também, claro. Bruno de Carvalho ninguém o conhecia bem no futebol. Mesmo sabendo que ia ser difícil, aceitei por me identificar com o programa. Por isso estive com ele. Perguntei-lhe se ia implementar tudo o que prometia e ele garantiu-me que sim. Como também lhe disse que estaria contra ele, se fugisse ao programa. Ele cumpriu rigorosamente tudo, daí ter sido um orgulho trabalhar com ele.

Então o que falhou?
Não falhou nada...

Nada?
Nada. As pessoas pensam que implementar um novo projeto é logo ser campeão. Não é. Então, o Sporting esteve 14 anos sem ser campeão...

18, quando o Inácio quebrou o jejum...
O maior jejum, sim. Mas quando se apresenta um programa, não significa que se seja logo campeão.

Já lá vão quase quatro...
Calma. As pessoas esquecem-se que o Sporting estava no fundo do poço, o Sporting estava na falência, não tinha orgulho, tinha uma média de assistências de 18 mil pessoas...

Aliás, chegou a dizer-se que o Sporting tinha perdido o comboio dos grandes.
Já se comparava o Sporting ao Belenenses. O Bruno recuperou financeiramente o Sporting, deu estabilidade ao clube, dobrou as assistências. Uma grande equipa de futebol que começou com Leonardo Jardim e €20 milhões de orçamento, quase igual ao do Braga, e ficou em segundo lugar. No segundo ano, com Marco Silva e €25 milhões, ganhámos a Taça de Portugal e estivemos na Champions. Tornou o Sporting um clube estável, que cumpre rigorosamente o fair-play financeiro e com os compromissos à banca; se isso não é um grande trabalho, não sei o que seja. Dos outros anos não posso falar, porque já lá não estava.

O que falhou o ano passado?
Não sei. Estava nas Relações Internacionais.

Entrou Jorge Jesus e deixou de se diretor para o futebol...
Aí já é outra história. Entrou um treinador conceituado. E eu sem ter uma palavra em relação a isso, também gostei muito da contratação de Jesus.

É nessa altura que sai?
É. E também não me importo de falar nisso. Como toda a gente sabe, eu não falava com Jorge Jesus há muitos anos. Era natural que um treinador que não falava comigo, não me quisesse a trabalhar com ele. É normal.

Não falava há quase 20 anos. Zangaram-se em Felgueiras...
Não interessa. É uma história já passada. O que foi pena foi o que se passou depois. Nós tivemos um almoço, falámos aquilo que tivemos de falar. Hoje o que posso dizer é que está tudo ultrapassado. E também da parte dele.

Foi para as Relações Internacionais...
O Sporting considerava que podia ajudar o Sporting noutra função. O importante era criar um clima de estabilidade e que não houvesse cenários com a minha saída. Fiquei quase um ano mas não era uma função que me realizava. Daí ter saído...

Já era comentador desportivo. A inibição imposta pela Liga de os comentadores não falarem dos clubes que representava precipitou a saída?
Precipitou.

Inibição que a Autoridade para a Comunicação chumbou após uma queixa da SIC...
Só recentemente. Não quis arriscar porque as coisas estavam tão dúbias que ninguém me podia garantir que podia fazer as duas funções. E queria estar à vontade para falar sem arriscar multas de 500 euros. É que quem pagaria era eu. Estava ali a defender o Sporting naquilo que achava que tinha defesa, mas podia-me sair do bolso. Não podia arriscar pagar mais de multas do que recebia de salário. O Rui Gomes da Silva era vice-presidente do Benfica e continuou, como o Pedro Guerra que é funcionário do Benfica.

Mas contestou essa limitação...
Claro. Era uma imposição sem qualquer sentido, violadora da liberdade de expressão.

Foi um tiro no pé de Pedro Proença?
Foi uma tentativa de acalmar a guerra Benfica-Sporting-Sporting-Benfica, após a contratação de Jesus. Que chegou a palavreados que não beneficiavam ninguém.

Foi prémio Stromp como jogador e como treinador, Dragão de Ouro como jogador e treinador no FC Porto, os máximos galardões dos dois clubes. É a prova da tal entrega total às funções a cada momento?
É verdade. Todos temos a nossa vaidade, e um dos meus maiores orgulhos foi ouvir Pedroto, dois ou três meses depois de eu chegar às Antas, que parecia que o Inácio tinha nascido no Porto. Nunca esqueci essa frase, que coisas boas ouvimos poucas, críticas é quase todos os dias.

Foi para o FC porto após ter sido campeão no Sporting, a tempo de ganhar tudo a nível nacional e internacional...
Saí em 1982, depois de fazer a dobradinha. Mas é preciso contar bem porque saí: não fui eu que quis sair do Sporting, foi o Sporting que não me quis.

A proposta era muito baixa?
Uma proposta para eu não aceitar. Era um contrato para renovar por três anos a ganhar só mais um conto ou dois por mês. O equivalente a convidaram-me a encontrar outros caminhos. Só que nunca pensarem que saísse. Já tinha 27 anos, era casado com dois filhos. Olhava para a conta bancária e não tinha nada. E olhava para o currículo e tinha dois campeonatos, que não me davam para dar de comer em casa. Tive de olhar para a minha vida, que aos 30 anos, naquela altura, já se era um jogador velho. Tinha mais três anos para ganhar dinheiro.

Hoje dura-se mais...
34, 35 anos. A mentalidade não era a mesma. Eu durei até aos 34, a jogar no FC Porto, não num clube qualquer. E queriam que renovasse, eu é que não aceitei, sentia que já não tinha força para jogar ao mesmo nível. Saí para manter uma imagem.

Também foi Pedroto que lhe profetizou que seria treinador.
Foi o primeiro a dizer-me que um dia ia dar um grande treinador...

Foi campeão nacional uma vez...
Nada mau. E no Beira Mar, na segunda divisão. Se calhar sou o início campeão na I e II Divisão.

Quando foi campeão no Sporting, não sentiu que o clube podia ter ido mais longe? Desde aí só foi campeão uma vez.
Olhando para trás, o maior erro que cometi na minha carreira foi ter continuado no Sporting. Aquilo que Luís Duque e Carlos Freitas trouxeram para o Sporting, jogadores sem o meu conhecimento... Devia ter batido logo com a porta. O Sporting deu um tiro no pé. Em vez de servirem o Sporting, serviram mais o umbigo deles. E quem foi prejudicado foi o Sporting. E digo-o com todas as letras. E só teve sucesso dois anos depois porque veio o Jardel. Chegou com o campeonato em andamento, senão Bölöni não tinha sido campeão. Não houve um olhar para o futuro.

Quando leva o Jardel para o Beira Mar, devia ser o único a acreditar nele...
É verdade.

Acredita em terceiras chances?
Antes de tomar essa decisão falei com Artur Filipe, que era o presidente do clube, e José Cachide, o homem do futebol. Disse-lhes: não vamos recuperar o jogador. Antes de jogar temos de recuperar o homem. Claro que também era uma questão de marketing para o clube. Mas queria muito recuperá-lo. O engraçado, e é a primeira vez que o conto, é que o Jardel quando está a negociar o contrato trazia um empresário. Eu estava lá e o empresário também estava lá a negociar a comissão. Perguntei aos dirigentes, posso falar? “Pode mister”. Fui direito ao empresário, que nem me lembro do nome dele, e disse: “Oh seu grande f**** da p***. Então está farto de chupar o sangue ao homem e quer continuar aqui no Beira Mar?”. Deixei claro. Ou era como queríamos ou já não vinha Jardel nenhum. O Jardel só dizia: “Eu quero ficar no Beira Mar, eu quero ficar...”

Era uma criança grande?
Era. Ficou e o agente ficou a chupar o dele. Aceitava ou levava um soco na cara. Chegou gordo, perdeu 10 quilos num mês. Todos os dias se pesava. Bastava perder 100 gramas, e os outros jogadores à volta dele “ah grande Jardel”. E batiam palmas. Ele todo contente. Mas cá fora tudo controlado. Comia na marisqueira na Costa Nova, só peixe grelhado. O que correu mal? Estive um mês e tal com ele e saí para a Grécia.

Quem se seguiu?
Acho que foi o Carvalhal, que não teve culpa, eu é que já sabia como lidar com ele. Começou a andar com uns amigos da feira e lá voltou aos trambolhões.

O título esta época já está entregue?
Não. Na minha opinião vai ser uma luta a dois, que o Sporting a 10 pontos só matematicamente é que é possível. Se correr atrás de um já é difícil, de dois vai ser quase impossível.

O que correu mal?
Para mim, esta época do Sporting foi inesperada. Esperava-se mais, o que é reconhecido pelo presidente e por Jorge Jesus.

Jorge Jesus é demasiado egocêntrico? Cansa os jogadores?
Isso não sei. Não conheço do dia a dia, não posso comentar.

Continua a ver os jogos da Luz em streaming para não pagar a 'Benfica TV'?
Quando vou a um sítio e está a dar a 'BTV', digo para passar para o canal Panda. Gosto mais. Gosto de ver os jogos do Benfica. Joga bem. É uma equipa poderosa. Está à frente do campeonato, mas atenção: não me deixo iludir facilmente. O jogo com o Sporting ainda é determinante para o afastamento do Sporting do título e cimentar a liderança do Benfica. O Sporting devia ter ganho na Luz e saiu com cinco pontos de atraso. Houve esse antecedente grave que ajudou ao afastamento do Sporting. Claro que não foi só isso, o clube também de olhar para algumas coisas no seu interior.

E foi agora prejudicado com o Marítimo...
Também. Se fosse só o Marítimo. E o Guimarães?

Disse o ano passado, que se houvesse vídeo-árbitro o Sporting tinha sido campeão. E agora como ia a classificação?
Tinha sido campeão, de longe. Este ano, a equipa mais prejudicada tem sido o FC Porto. E a seguir o Sporting. O Benfica não foi prejudicado no que quer que seja. Mas também não precisa ser beneficiado. Basta prejudicarem o Porto e Sporting. E depois, com a confiança em alta, é a melhor equipa.

Já percebi que continua a ter dois amores.
Não. O meu primeiro grande amor agora é o Moreirense.

Até joga de verde e branco...
Amor do momento. E como não pode ser campeão, torço sempre pelo Sporting. E quando não está em causa o Sporting, torço pelo Porto. O Sporting é o meu amor de sempre, o FC Porto é a minha paixão. Não esqueço os tempos que lá passei. Há pessoas do Sporting que não gostam que eu diga isso, mas é a verdade. E desejo tudo de bom nos clubes onde fui bem tratado. O mesmo com as pessoas. Ainda esta semana mandei um SMS ao Leonardo Jardim a dizer que torço para que seja campeão em França e celebrarmos com uma taça de champanhe. Sou muito de afinidades.