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Os reforços de inverno que (não) fizeram a diferença

Transferências há muitas e desespero no mercado de inverno também - olhámos para os reforços de janeiro de 2016 que vingaram (ou não)

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É para ficar aqui? Não, Barcos, não é

Carlos Rodrigues/Getty

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Hernán Barcos

O avançado argentino de então 31 anos (agora já tem 32) entrou em Alvalade com muitas expectativas sobre os ombros: tinha fama de marcar muitos golos (nos chineses do Tianjin Teda, onde estava antes de chegar, marcou 15 em 29 jogos), era forte fisicamente (1,89m e 84kg) - como Jesus tanto gosta - e assinou um contrato de ano e meio com uma cláusula de rescisão de... €60 milhões.

Jesus explica(va): "O Barcos vai melhorando pouco a pouco. É mais um jogador que vai aparecer no Sporting e está a chegar o momento dele. É um 9. Não é rápido, mas é um finalizador muito forte".

O problema é que havia Islam Slimani e Teo Gutiérrez e Barcos acabou por ficar a ver navios. Em meia época, só somou oito jogos - todos como suplente utilizado - e não conseguiu marcar qualquer golo.

No início desta época acabou por ser emprestado ao Vélez Sarsfield mas nem na Argentina as coisas lhe correram melhor. Foi agora transferido para o LDU Quito, do Equador. Sem deixar saudades.

Sebastián Coates

Passamos de um flop para um sucesso. O central uruguaio que o Sunderland emprestou ao Sporting em janeiro de 2016 continua em Alvalade porque... bom, é simples: tem qualidade.

Na época passada, assim que entrou na equipa, nunca mais saiu: completou 14 jogos e relegou para o banco Paulo Oliveira, Ewerton, Naldo e Tobias.

Ficou a fazer par com um outro reforço de sucesso, que regressou em janeiro do empréstimo ao Vitória de Setúbal: Rúben Semedo. Coates é titularíssimo (28 jogos e três golos), mas termina contrato no final da época. Ficará?

Suk Hyun-Jun

MIGUEL RIOPA/GETTY

Marcar 11 golos em 20 jogos é sempre uma marca respeitável para qualquer avançado, só que jogar no Vitória de Setúbal - contra quem os adversários abrem bem mais espaço de manobra - não é o mesmo que jogar no FC Porto.

O avançado sul-coreano sempre foi uma das opções mais esforçadas da frente atacante portista, mas não conseguiu mais de dois golos em catorze jogos, ao ter pela frente a concorrência de Aboubakar, Osvaldo, André Silva e Marega (já lá vamos)... E uma equipa que raramente estabilizou a partir de janeiro, altura em que Julen Lopetegui foi despedido - e entrou José Peseiro.

Suk acabou por ser emprestado ao Trabzonspor no início desta época.

Marega

Para explicar Marega, é só fazer copy paste do texto anterior: sete golos em 18 jogos no Marítimo, não é bem o mesmo do que FC Porto, blabla e por aí fora.

O avançado do Mali não se conseguiu impor na época passada e foi enviado por empréstimo para o Vitória de Guimarães, onde já fez 10 golos em 15 jogos (e uma birra que o fez ser expulso por agressão contra o Marítimo) esta época.

Luka Jovic

Tal como Barcos, Suk e Marega, Jovic não se conseguiu impor na frente atacante de um grande. Mas o avançado sérvio contratado ao Crvena Zvezda tem a atenuante de ter aterrado na Luz apenas com 18 anos e de ter pela frente Mitroglou, Jonas e Jiménez, em ano de "super" Benfica.

Jovic foi utilizado em apenas dois jogos - cinco minutos contra o Boavista e dois minutos contra o Bayern de Munique -, tendo completado mais partidas pela equipa B - seis jogos, dois golos.

Esta época, continua a dividir as prestações pelas duas equipas: já fez dois jogos pela equipa A (sem golos) e oito pela equipa B (com um golo). Pouco. Para já.

Álex Grimaldo

Se há reforço de inverno de sucesso (para além de Coates e de um outro que vem a seguir), esse reforço é Grimaldo. Ainda que também tenha começado por ficar "escondido".

O lateral esquerdo de 20 anos que o Benfica foi buscar ao Barcelona B demorou a entrar na equipa - Rui Vitória foi sempre preferindo o mais experiente Eliseu - e só no final da época começou a somar mais minutos, completando cinco jogos.

Só que a qualidade do "baixinho" espanhol (1,70m) foi tão evidente que Grimaldo começou esta época agarrado à titularidade, somando 13 jogos (e dois golos) antes de se lesionar e voltar a entregar o lugar a Eliseu (e André Almeida). Mas, quando voltar, voltará certamente para jogar.

Bruno César

Apesar do gozo dos adeptos adversários sobre o peso de Bruno César quando aterrou em Alvalade, a verdade é que o médio brasileiro foi um dos reforços mais úteis do Sporting.

Bem conhecido por Jesus, com quem esteve no Benfica, Bruno César retomou a carreira no início da época passada, no Estoril, depois de ter passado uma espécie de "férias" nas Árabias.

Resgatado por J. J., completou 18 jogos (e quatro golos) no final da época e este ano já leva 29 partidas (e quatro golos) - tanto no meio-campo, como no corredor, seja a extremo ou até a lateral - onde tem sido até mais útil do que outros dois laterais também contratados em janeiro de 2016: Schelotto e Zeegelaar, que jogam mas... não encantam.