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O título por uma Palhinha, os tugas lá fora, o MVP, o pistoleiro e o tiro ao árbitro (os cinco pontos do fim de semana desportivo)

Aqui se recorda o campeonato nacional e o futebol americano (entre outros)

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MIGUEL RIOPA

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Ora, então, puxemos o filme atrás para recordar o fim de semana desportivo que teve um clássico, três treinadores portugueses em grande, um grande quarterback, o avançado do costume e um ataque de raiva disparatado no ténis.

Um clássico de Jesus

Resumindo: Nuno Espírito Santo escolheu bem o onze, Jorge Jesus escolheu mal o onze, a primeira parte foi do FC Porto e a segunda foi do Sporting; acabou 2-1 e Casillas foi vitoriado como um herói com aquela defesa nos descontos. O que fica, para além disso, são as declarações de Jorge Jesus sobre João Palhinha, o miúdo que jogou no lugar de William Carvalho. “O Palhinha não levou o guião certo”. Nem Matheus, por sinal, mas esse é outro assunto. O treinador do Sporting, por outras palavras, disse que não é com rapazes da formação que se ganham títulos - o que não é uma novidade neste treinador. Finalizando: o Sporting está a dez pontos do Benfica e a nove do FC Porto.

Os três da vida airada

Lá fora, houve três treinadores portugueses que deram cartas: Marco Silva (Hull City) bateu o Liverpool (2-0) e deu outro passo rumo à recuperação do seu clube, José Mourinho (Manchester United) derrotou o Leicester (3-0) e voltou a emendar a mão contra Ranieri, e Leonardo Jardim (Mónaco) ganhou ao Nice (3-0) e isolou-se na liderança do campeonato francês.

O americano

Tom Brady liderou os New England Patriots numa reviravolta incrível (e histórica) na final do Superbowl, diante dos Falcons: pela primeira vez, uma equipa conseguiu ultrapassar uma desvantagem de 25 pontos e vencer. Brady foi escolhido o MVP do encontro pela quarta vez na sua carreira.

A resposta

O Benfica entrou em campo atrás do FC Porto e saiu de lá outra vez à frente, com dois golos de Jonas, um de Mitroglou e a estreia de Filipe Augusto. O que não é mau, mas também não é extraordinário, porque o adversário, o Nacional, é estatisticamente a pior equipa do campeonato. E estes não são factos alternativos.

A raquetada

Para o fim, algo que ninguém espera num desporto como o ténis Denis Shapovalov, um canadiano de 17 anos, perdeu a cabeça e disparou uma direita violenta que levou a bola a acertar em cheio na cara do árbitro. Aconteceu na Taça Davis, o Canadá foi prontamente eliminado e o juiz Arnaut Gabas com um olho negro.