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Manipulação desportiva: em busca do apostador misterioso

Um jogo que teve apenas 1390 adeptos na bancada, e cujo resultado poucos devem ter fixado, tornou-se num caso de polícia. Uma aposta de 50 mil euros está a intrigar o país desportivo

Hugo Franco

LUTA. À direita, Karamanos, um dos autores dos golos do Feirense, luta pela bola com Petrovic, do Rio Ave, durante o jogo da disputado no Estádio Marcolino de Castro, em Santa Maria da Feira

PAULO NOVAIS / LUSA

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As crónicas nos jornais desportivos sobre a partida disputada na última noite em Santa Maria da Feira falam num Feirense “lutador” contra um “adormecido” Rio Ave e garantem que o árbitro Rui Oliveira teve o jogo “sempre na mão”. À partida, nada de anormal num jogo que contou apenas com 1390 adeptos nas bancadas do estádio Marcolino de Castro, que tem capacidade para 5 mil pessoas. O presidente da Liga, Pedro Proença, estava também entre os poucos espetadores.

O pontapé “acrobático” do brasileiro Platiny e o chapéu “de enorme classe” do grego Karamanos são bons demais para terem sido comprados, mas no jogo pairou sempre a suspeita. Poucas horas antes da partida, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa tinha suspendido as apostas no Placard no jogo que deu a vitória à equipa da casa por 2 a 1. Um apostador colecionou perto de 50 boletins no valor de mil euros só para aquela partida, totalizando quase 50 mil euros em apostas.

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