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Jornalista do “Correio da Manhã” inquieta com ameaças à filha menor

A jornalista Tânia Laranjo alega ter sido ameaçada no início do julgamento do processo Operação Fénix, em Guimarães

Isabel Paulo

Pinto da Costa e Tânia Laranjo à chegada ao quartel dos Bombeiros Voluntários de Guimarães

José Coelho/Lusa

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A jornalista do “Correio da Manhã”, Tânia Laranjo, afirmou esta sexta-feira ao Expresso que continua a aguardar por “decisões céleres das autoridades competentes” que acautelem a sua segurança e da família.

No início do julgamento do processo Operação Fénix, quarta-feira, em Guimarães, a jornalista da CMTV foi empurrada e insultada quando tentava entrevistar Pinto da Costa, acusado de seis crimes de recurso à atividade de segurança privada ilegal da empresa SPDE - Segurança Privada e Vigilância em Eventos.

O presidente do FC Porto chamou “mentirosa” à jornalista antes de entrar para o quartel dos Bombeiros Voluntários de Guimarães, onde decorre o julgamento de caso que envolve 53 arguidos do grupo de segurança que se dedicava a cobranças difíceis e vigilância de numerosos espaços de diversão nocturna, sobretudo no Grande Porto, na região do Vale de Sousa e Lisboa.

Além de Tânia Laranjo, outros jornalistas do jornal “Correio da Manhã” e do canal televisivo CMTV “foram enxovalhados, melindrados, ofendidos e impedidos de exercer livremente a sua profissão”, escreveu o diretor Octávio Ribeiro em missiva enviada à ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa.

Tânia Laranjo confirma ter recebido desde 15 de fevereiro várias ameaças, lamentando sobretudo as mensagens recebidas pela filha menor, que revela só “podem ser enviadas por pessoas cobardes dado terem por alvo uma adolescente”.

Apesar do clima de intimidação, a jornalista garante que vai continuar a cumprir o seu trabalho e aguarda que os autores dos crimes sejam punidos.

O diretor do jornal, na queixa enviada ao MAI, com conhecimento ao primeiro-ministro António Costa, alerta para o grave atentado à liberdade de imprensa cometido esta semana e para o facto de ter sido danificado material técnico para transmissões em direto, além do furto de um microfone, crime que o “Correio da Manhã” imputa a elementos associados à claque dos Super Dragões.

O microfone foi exibido entretanto nas redes sociais de Fernando Madureira, líder da claque do FC Porto.

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