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O engate do Rio Ave saiu furado quando apareceu um charmoso chamado Rui Patrício

O Rio Ave começou bem o jogo em Alvalade mas Rui Patrício negou o golo aos visitantes: uma, duas, três, quatro vezes. E, depois, o Sporting marcou - e venceu (1-0)

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Rui Patrício completou esta noite o 400º jogo pelo Sporting

Carlos Rodrigues/Getty

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O jogo foi Sporting-Rio Ave mas vamos começar com uma história contada esta tarde pelo treinador do Sporting de Braga, Jorge Simão, na antevisão do jogo de domingo contra o Benfica (20h30, SportTV1):

"Perguntam-me frequentemente sobre as questões da posse de bola. Deixem-me contar-vos uma história. Uma vez fui a um bar e houve uma rapariga muito engraçada que me chamou à atenção. Meti conversa com ela, sentei-me e estivemos a brincar e a beber uns copos até às 4h. Rimos, divertimo-nos, foi um fartote. Depois, chega uma outra pessoa, um homem, e leva-a para a casa de banho para fazer amor com ela. Moral da história: pouco interessa o que se passou, mas tive muito mais posse de bola. É esta ideia. Quem o disse foi o Sampaoli quando perdeu 3-0 e tinha 70% de posse de bola.»

É certo que o Rio Ave não chegou a ter números tão exagerados de posse de bola em Alvalade, mas quem aterrasse em Lisboa esta noite, às 20h30, e visse onze camisolas brancas contra onze camisolas riscadas diria, certamente, que o grande deste jogo vestia branco e não verde.

É que o Rio Ave de Luís Castro pode ser 10º classificado, mas gosta muito de ter bola e também sabe muito bem o que fazer com ela. E foi assim que, nos primeiros 19 minutos de jogo, teve quatro oportunidades claras para fazer golo em Alvalade.

Só que ter bola - e oportunidades - não é sinónimo, no futebol, de fazer golo, especialmente quando há na baliza - a impedir o engate metaforicamente descrito por Simão - um homem chamado Rui Patrício, que completou esta noite o 400º jogo (já lá devem ir também mais de 400 defesas) pelo Sporting.

Alex Grimm/ GETTY

Uma, duas, três, quatro vezes, o Rio Ave criou perigo junto da área do anfitrião, mas Patrício impediu os remates de Paciência (dois), Gil Dias e Krovinovic.

E, aos 20 minutos, William abriu bem para Gelson, o miúdo rematou para defesa de Cássio, mas, na recarga, Alan Ruiz encostou para o 1-0. Ou seja, na primeira oportunidade no jogo, o Sporting marcou. E resolveu.

Com Jefferson a lateral esquerdo (Bruno César subiu para extremo) para controlar as investidas de Gil Dias pelo corredor (ele que, na 1ª volta, foi o protagonista da vitória do Rio Ave por 3-1) e Paulo Oliveira no eixo da defesa com Coates (Rúben Semedo ficou no banco), Jorge Jesus mexia para tentar dar mais consistência em termos defensivos, já que o Sporting, em 2017, ainda não tinha conseguido terminar um jogo sem sofrer golos.

Mas mesmo depois de estar em vantagem, o Sporting demorou a tranquilizar-se (Jefferson e Schelotto pareciam estar sempre a demorar a recuperar a posição em termos defensivos) e a pegar no jogo, e foi novamente o Rio Ave, desta vez com um remate de longe de Rúben Ribeiro, a criar perigo - mas Rui Patrício voltou a negar o golo.

Só na 2ª parte é que houve, finalmente, mais Sporting, ainda que as oportunidades de golo tenham sido escassas. O Rio Ave ainda tentou, nos minutos finais, pressionar o anfitrião - já com Bryan Ruiz, Podence e Palhinha (Adrien lesionou-se e levou o quinto amarelo que o impedirá de estar no próximo jogo, no Estoril) em campo - e até chegou ao golo, mas Roderick estava em posição de fora de jogo.

1-0 em Alvalade e, depois de elogiar Casillas por ter segurado a vitória do FC Porto contra o Sporting, hoje será certamente dia de Jorge Jesus elogiar... São Patrício.

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