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Mitroglou já sabe onde fica o Jamor

O Benfica venceu o Estoril, na primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal, com dois golos de – quem mais? – Mitroglou

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Mitroglou voltou a marcar pelo Benfica

PATRICIA DE MELO MOREIRA/GETTY

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Minuto 42. Carrillo cruza a bola para área do Estoril, Mitroglou faz que vai mas não vai e a bola acaba por entrar na baliza de Luís Ribeiro. Golo? Não, fora de jogo. Altura em que o avançado grego mostra ao árbitro assistente (e a todos nós) que já domina o português: "Eu? Eu não toquei na bola".

É em bom português que o grego se expressa, mas, a bem da verdade, nem precisava de abrir a boca para se perceber o quão adaptado está a Portugal: em 32 jogos já lá vão 24 golos; é o melhor marcador da Taça de Portugal, com 9 golos; e anda a marcar pelo Benfica há cinco jogos consecutivos...

... Perdão, há seis jogos consecutivos, contando com os dois golos desta noite no Estoril, que elevam a contagem mais recente para nove golos em seis jogos.

Podia ser caso para questionar quem precisa de Jonas (que ficou na bancada) quando tem Mitroglou, mas se há um grego que já sabe onde fica o Jamor, ainda há uma data de colegas que precisam de GPS para lá chegar.

Hoje com um onze com várias alterações - Júlio César, Semedo, Lindelof, Jardel, Eliseu, Samaris, Filipe Augusto, Zivkovic, Rafa, Carrillo e Mitroglou -, o Benfica encontrou um Estoril bem organizado (tal e qual como no campeonato) pela frente e até foi Diogo Amado a dar o primeiro sinal de perigo, com um remate de longe.

Pouco depois, o Benfica respondeu por intermédio de Rafa, mas o ex-bracarense mostrou que não está num momento particularmente feliz: sozinho na área, rematou à figura de Luís Ribeiro.

Com Filipe Augusto no lugar do habitualmente indispensável Pizzi (passa a ser Semedo o jogador mais mais jogos a titular), o Benfica não pegou no jogo de forma tão contundente como é habitual em termos ofensivos, pelo que o jogo acabou por ser sempre (bem) disputado por ambas as equipas.

Depois de um início intenso, Júlio César ia comprometendo ao perder uma bola para Matheus Índio, mas o jogador do Estoril não conseguiu marcar. Pelo contrário, à passagem da meia-hora, Mitroglou fez o que sabe fazer melhor.

Zivkovic, descaído para a esquerda (apesar de ter jogado como segundo avançado e de ter sido um dos melhores em campo, juntamente com Semedo), cruzou para a área e Mitroglou desviou para o 1-0.

Só que o Estoril não se ficou e, pouco depois, Jardel tirou o golo a Kléber. Pior esteve Eliseu, que tocou com o braço na bola dentro da área, provocando penálti para o Estoril. Más notícias para o Benfica, em duplicado, uma vez que, no mesmo lance, Filipe Augusto acabou por se lesionar (aparentemente sozinho) e teve de ser substituído por Pizzi. Kléber aproveitou então para enganar Júlio César e fazer o 1-1.

Na 2ª parte, até foi o mesmo Kléber a ameaçar primeiro a baliza de Júlio César, mas acabou por haver bem mais Benfica do que Estoril, ainda que as oportunidades de golo não tenham sido frequentes. A primeira delas foi de Rafa, mas o criativo do Benfica voltou a falhar - e acabou por sair para dar lugar a Cervi.

Já com o Estoril bem mais recuado no terreno e apostar mais nas transições ofensivas rápidas, o Benfica foi-se aproximando cada vez mais da baliza de Luís Ribeiro e o golo acabou mesmo por aparecer, já em cima do último minuto.

Eliseu desmarca Cervi de calcanhar (!) e o argentino cruza para - quem mais? - Mitroglou fazer o segundo golo, sob protestos dos jogadores do Estoril, que reclamaram um fora de jogo.

2-1 para o Benfica, que mete assim um pé no Jamor, já que leva para a segunda mão (marcada para 5 de abril - a outra meia-final, entre Vitória de Guimarães e Chaves, disputa-se quarta-feira, às 20h15) uma vantagem de dois golos marcados fora. E tem Mitroglou, que já sabe o caminho para o Jamor.

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