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Joaquim Chissano sobre Eusébio: “Jogávamos descalços, com bolas de papel de jornal, de meias ou de bexiga de vaca”

O antigo presidente da República de Moçambique recorda ao Expresso as futeboladas com o “Pantera Negra” nos campos pelados da Mafalala. Este sábado, na Revista do Expresso, revisite alguns episódios da carreira de Eusébio, que chega às salas de cinema no próximo dia 23

Nelson Marques

ORIGENS Eusébio em Maputo, com a mulher, Flora, a mãe, Elisa, e as duas filhas, Carla e Sandra

FOTO CORTESIA DA FAMÍLIA/SPORT LISBOA E BENFICA

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Antes de ser o “Pantera Negra” e o “King”, Eusébio era “o príncipe do futebol nos subúrbios”, nas palavras do poeta moçambicano José Craveirinha. Corria descalço, com os pés em fogaréu, nos campos de areia vermelha da Mafalala, bairro pobre da periferia de Lourenço Marques (hoje Maputo), feito de casas de madeira e zinco. De lá saíram outros craques do futebol, como Mário Coluna, do Benfica, Hilário, do Sporting, e os irmãos Vicente e Matateu, que brilharam no Belenenses, mas também os dois primeiros Presidentes de Moçambique após a independência: Samora Machel e Joaquim Chissano.

Em conversa por telefone com o Expresso, Chissano, três anos mais velho do que Eusébio, recorda o talento precoce do conterrâneo. “Era um prodígio. Lembro-me de um jogo em que estava o cunhado do meu irmão à baliza, ele era bom guarda-redes. O Eusébio rematou e a bola bateu com tal força no estômago do homem que ele caiu e vomitou ali mesmo”.

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