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Um pequeno passo para o Benfica, um grande Paços para o FC Porto

O Benfica não conseguiu vencer em Paços de Ferreira (0-0) e deixou a liderança à mercê do FC Porto, que recebe domingo o Vitória de Setúbal. E na próxima jornada há... Benfica-FC Porto

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Mitroglou não marcou em Paços de Ferreira

FRANCISCO LEONG/GETTY

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Vai ser disputado no dia das mentiras, mas é uma verdade indesmentível: o clássico Benfica-FC Porto vai ser um dos jogos mais importantes da Liga 2016/17. Principalmente para o Benfica. É que, com o empate esta noite em Paços de Ferreira, o campeão marcou passo na corrida ao título (ou melhor, ao tetra) e deixou o FC Porto em condições de, domingo, às 18h00 (Sport TV1), passar para a liderança do campeonato, caso vença no Dragão o Vitória de Setúbal.

Com Nélson Semedo no lugar de André Almeida, o Benfica apresentou-se em Paços com a equipa habitual e a verdade é que dominou claramente todo o jogo. Só que dominar não significa nem marcar nem ganhar, e nem a imensa mobilidade da organização ofensiva da equipa de Rui Vitória serviu para conseguir entrar na baliza de Rafael Defendi, sempre tapada por uma alta densidade populacional.

Num jogo muito intenso, por vezes a roçar o agressivo, o Paços aguentou sempre as ofensivas do adversário, com sectores muito baixos no campo e raramente partindo para o ataque - foi assim que o Benfica terminou a 1ª parte com 82% (!) de posse de bola.

Com Salvio sempre muito infeliz e Zivkovic algo apagado, Jonas e Mitroglou raramente foram servidos com qualidade e, assim, coube a Eliseu protagonizar o lance de maior perigo, através de um remate de fora da área: a "bomba" do lateral embateu no poste.

Foi também assim, de longe, que Pizzi tentou chegar ao golo na 2ª parte, mas sem sucesso. O jogo passou a ser mais dividido e Welthon, um dos melhores do Paços, marcou um livre direto à trave, depois de um pequeno desvio de Ederson.

Entre transições, o Benfica continuou a dominar o jogo, mas não conseguiu criar oportunidades de golo dignas de registo, nem com a entrada de Rafa para o lugar de Salvio, aos 60', nem com a entrada de Jiménez para a frente da ataque, por troca com Eliseu, aos 80', numa altura em que havia mais ansiedade do que discernimento na equipa de Rui Vitória.

A acabar, Jonas ainda cabeceou perto da trave... mas a bola passou por cima. E, agora, ninguém se pode queixar. O Benfica fica com 64 pontos em 26 jogos e, domingo, o FC Porto, que tem 62, pode roubar a liderança ao campeão. E partir para o clássico na Luz numa posição em que há muito não se via: tranquilo e expectante, com o Benfica a poder ser obrigado a ganhar. Uma coisa é certa: a Liga NOS vai aquecer.

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