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“Fizemos uma formação de ética no Canelas. Mas não podemos pensar que com a existência da polícia os roubos vão desaparecer”

José Carlos Lima é o coordenador do Plano Nacional de Ética no Desporto e não tem dúvidas: “A classe dirigente dá um mau exmplo”. É por isso que o Instituto Português do Desporto e da Juventude está a criar uma formação específica para dirigentes e começará a distribuir, já na próxima época, uma “bandeira de ética” que certificará quais os clubes que cumprem com os valores desportivos

Mariana Cabral e Marcos Borga

O que é isso, ética? José Carlos Lima admite que às dorme mal com as cenas que vê no futebol, mas acredita no trabalho de prevenção realizado pelo IPDJ

marcos borga

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O que é o Plano Nacional de Ética no Desporto (PNED)?
Temos vários eixos de intervenção. O de ações de formação e sensibilização é o principal. Ainda antes de estar convosco estive ali no bairro Bensaúde, nos Olivais, com miúdos e com o árbitro João Capela e o Jorge Pina. Fizemos uma ação de sensibilização sobre ética desportiva. Ontem estive em Almodovar... Já fizemos mais de 1800 formações desde o início do programa, em 2012. Vamos às escolas, aos clubes e temos uma intervenção ao nível da formação, porque o PNED é um plano de ação preventiva, para a promoção da ética desportiva. Portanto achamos que o nosso público alvo são as crianças e os jovens, é esse o núcleo central. O que não significa que também não tenhamos ações e parcerias com o desporto profissional, nomeadamente com a Liga, com quem fazemos uma campanha pelo respeito, todos os anos, e com a APAF também, e outras federações.

Qual é que é a recetividade dos jovens?
Normalmente nestas questões da ética e dos valores pergunta-se logo quais são os resultados, qual é o impacto, mas nós estamos a trabalhar numa área do comportamento humano e em escalões etários baixos, porque o nosso objetivo é o longo prazo, portanto os resultados não são imediatos. É óbvio que isto custa.

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