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Chapecoense critica cântico “agressivo e de desrespeito à memória dos mortos e do clube”

Associação Chapecoense lamenta os “tristes acontecimentos” protagonizados pela claque dos Super Dragões, que na quarta-feira, durante um jogo de andebol entre o FC Porto e o Benfica, cantaram: “Quem me dera que o avião da Chapecoense fosse do Benfica”

Helena Bento

Clive Rose/Getty Images

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A Chapecoense emitiu esta sexta-feira um comunicado em que lamenta “os tristes acontecimentos” de quarta-feira, durante um jogo de andebol entre o FC Porto e o Benfica, em que foi entoado o cântico: “Quem me dera que o avião da Chapecoense fosse do Benfica”.

A associação refere que “tais factos não são próprios de pessoas de bem e do meio desportivo, cujo ambiente deve ser sempre de respeito e solidariedade ao adversário e não de propagação de ódio e cizânias, mormente nos conturbados tempos atuais da humanidade”. Descrevendo o cântico da claque dos Super Dragões como “agressivo e de desrespeito à memória dos mortos e do clube”, a Chapecoense escreve que, “no futebol, como em qualquer disputa no campo desportivo, deve sobrepor-se o primado da ética e da solidariedade” (leia aqui o comunicado na íntegra).

Na sexta-feira, a direção dos Super Dragões divulgou um comunicado na sua página de Facebook onde explica os acontecimentos da noite de quarta-feira. “Todos os elementos deste grupo estiveram e estão solidários com a tragédia ocorrida com a equipa brasileira da Chapecoense”, começa por dizer o comunicado. Garantindo que a letra da música “não é mais do que uma sátira sem quaisquer consequências reais”, a direção da claque do FC Porto assegura, no entanto, que o cântico “não se vai repetir”.

No final do comunicado, é pedido aos adeptos que “não se distraiam com manobras de diversão que apenas pretendem desviar o foco” dos objetivos do clube.

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