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Manuel José: “Já não há rivalidade entre os grandes. É puro ódio”

Trinta anos depois, Manuel José conta como os leões golearam os arquirrivais no célebre dérbi dos 7-1, em Alvalade. Um mês e tal depois da euforia, foi despedido em lágrimas, uma cena que recorda com humor. Este sábado, no Egito, o país onde ganhou tudo o que havia para ganhar, não assistirá ao quente Sporting-Benfica, um jogo que para Jorge Jesus é uma questão honra. Vencerá quem controlar mais as emoções, antecipa

Isabel Paulo

KAZUHIRO NOGI

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Rebobinando o filme dos célebres 7-1, qual é a primeira imagem que lhe vem à memória?
Não há uma mas muitas, que foi uma longa-metragem. Começou com um ano difícil, para mim e para o Sporting. Iniciei a pré-época com 12 jogadores, na Aldeia das Açoteias, no Algarve, sem os jogadores que queria, mas outros que foram chegando aos bocadinhos. Já andava em conflito com o presidente João Rocha, que tinha saído, depois entrou o vice Amado Freitas, até às eleições.

Lembra-se de quem pediu e nunca chegou?
Já lá vão 30 anos, não me recordo. Sei é que a equipa não era nem pouco mais ou menos a que queria. Na altura do dérbi, em meados de dezembro, já íamos atrasados em relação ao Benfica e ao FC Porto. Acima de tudo, lembro-me de dizer aos jogadores: ‘Meus amigos, vamos jogar em contra-ataque, pois, mesmo em casa, eles são melhores do que nós’. Ficaram a olhar para mim. Mas expliquei porquê. Pela grandeza do Sporting e por ser o maior dérbi do futebol nacional, o jogo era para ganhar, apesar de o Benfica ter uma equipa bastante superior, favorita ao título. E foram campeões...

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