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Adepto do Benfica que se entregou à PJ já era conhecido das autoridades

Luís Pina, mais conhecido por Tanolas, tinha participado numa outra rixa entre claques do Benfica e do Sporting. Mas dessa vez em Alvalade. Vai alegar amanhã a um juiz que "foi um acidente" e que ia sozinho no carro quando fugia da Juve Leo. Foi indiciado por homicídio simples

Hugo Franco e Pedro Candeias

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Luís Pina, o elemento da claque No Name Boys suspeito de atropelar o adepto italiano Marco Ficini junto ao estádio da Luz na última madrugada de sábado, antes de mais um jogo entre o Sporting e o Benfica, é um nome bem conhecido da Polícia Judiciária e da PSP.

Esta quinta-feira, o suspeito entregou-se à Polícia Judiciária e vai ser ouvido por um juiz de instrução criminal, amanhã às 14h00, em primeiro interrogatório judicial, para aplicação de medidas de coação.

À saída das instalações da Polícia Judiciária, Carlos Melo Alves, o seu advogado, garantiu que Luís Pina tem condições para provar que o que se passou naquela madrugada "foi um acidente".

O advogado confirmou também que o seu cliente foi indiciado por homicídio simples. "Não prestou qualquer declaração esta tarde à PJ", diz Carlos Melo Alves ao Expresso. O advogado alega que Luís Pina estava a fugir de elementos da Juve Leo e que ia sozinho no carro quando atropelou o italiano.

Em 2011, Luís Pina foi uma das pessoas detidas numa rixa entre as claques do Sporting e do Benfica junto ao estádio de Alvalade antes do início do derbi lisboeta. A informação foi avançada pelo Observador e confirmada ao Expresso por fontes policiais.

Tanolas, nome pelo qual é conhecido no mundo das claques, foi acusado na altura de crimes como resistência e coação, ofensas à integridade física, participação em rixa, detenção de arma proibida e arremesso de objetos. Mas ficou com a pena suspensa.

[artigo atualizado às 20h40 com declarações de Carlos Melo Alves]