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Futebol nacional

É previsível que nada imprevisível aconteça

Vamos na terceira época seguida em que os dois primeiros do campeonatos estão separados, no máximo, por três pontos, a quatro jornadas do fim. O que é bom. Mas, esta década, só por uma vez houve troca de líder durante o derradeiro mês de competição - e quem estava em terceiro lugar nunca conseguiu vencer os últimos quatro jogos

Diogo Pombo e Carlos Esteves

Este ano não há disso, mas, nas últimas quatro épocas, houve sempre um clássico dentro das derradeiras quatro jornadas - e sempre em casa do FC Porto

Foto Manuel de Almeida/EPA

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O homem, como ser racional, pensante e que puxou pelo que tem na cabeça para se empurrar pela evolução fora, foi inventando frases para alturas como esta. Crescemos a ouvir que a esperança é a última das coisas a saber o que é a morte. Que nos devemos agarrar a ela quando esgotámos todas as outras opções, porque o bom da esperança é estar dentro da nossa cabeça e ninguém lhe conseguir chegar.

Depois, em tudo quanto é desporto, ouvimos os americanos dizerem que só acaba quando a senhora gorda cantar. E ouvimo-nos, desde sempre, a manter a fé no que desejamos com a desculpa de apenas a matemática ter autoridade para nos dizer que é um desejo impossível de concretizar. Não há verdade mais forte que a dos números e é por causa desta crença que o futebol já foi o Manchester United a virar uma final da Liga dos Campeões nos últimos dois minutos ou o Barcelona a recuperar quatro golos de atraso numa eliminatória.

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