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Liga pede “de imediato” esclarecimento à Santa Casa sobre apostas suspeitas

A Liga quer ser “informada sobre os procedimentos em curso”, solicitando esclarecimentos à Santa Casa e ao Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos acerca das apostas do Paços de Ferreira - Feirense

Lusa

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A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) pediu este sábado "de imediato" esclarecimentos à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa sobre a suspensão das apostas 'Placard' no jogo de este sábado entre Paços de Ferreira e o Feirense.

Em comunicado, a Santa Casa informa que o seu departamento de jogos "decidiu não aceitar mais apostas no 'Placard' para o jogo Paços de Ferreira - Feirense", marcado para as 18h15 de hoje, e vai proceder à "anulação das apostas registadas até ao momento, cumprindo o disposto no regulamento do jogo".

A Liga quer ser "informada sobre os procedimentos em curso", pelo que solicitou esclarecimentos à Santa Casa e ao Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos, manifestando ainda a "habitual disponibilidade para acompanhar a situação".

Em comunicado, o organismo reiterou "total e inequívoca confiança na credibilidade e fiabilidade de todas as sociedades desportivas e demais agentes desportivos", realçando que a Liga tem "sido um parceiro ativo e atento ao fenómeno" das apostas desportivas em Portugal.

Já em fevereiro, a Santa Casa suspendeu as apostas no 'Placard' relativamente ao jogo também com o Feirense mas frente ao Rio Ave, uma situação que foi explicada com o grande afluxo de movimentos.

Na altura, Pedro Santana Lopes apontou que, "quando há um excesso de concentração de apostas, num prognóstico ou num jogo -- cada jogo tem três prognósticos no 'Placard' -- num curto espaço de tempo, soam as campainhas de alarme".

Quando a Santa Casa suspendeu as apostas do 'Placard' do Feirense - Rio Ave, o Ministério Público decidiu instaurar inquérito ao caso, precisando que o processo "corre termos no DIAP (Departamento de Investigação e Ação Penal) de Aveiro (Secção de Santa Maria da Feira)", segundo disse à Lusa a Procuradoria-Geral da República.