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Governo garante que plano contra violência no futebol “está em andamento”

O secretário de Estado da Juventude e do Desporto considera que “não há melhor maneira de fazer as coisas do que chamar os responsáveis e juntá-los em torno de um denominador comum, que é erradicar o fenómeno da violência”

Lusa

Tiago Miranda

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O Governo considera que o plano contra a violência no desporto, em particular no futebol, “está em andamento”, e mostra-se satisfeito por ter conseguido juntar à mesma mesa várias estruturas da modalidade.

“Acho que não há melhor maneira de fazer as coisas do que chamar os responsáveis e juntá-los em torno de um denominador comum, que é erradicar o fenómeno da violência”, disse o secretário de Estado da Juventude e do Desporto (SEDJ) à agência Lusa.

Em 10 de abril, poucos dias depois de um árbitro ter sido agredido por um futebolista num jogo da divisão de Elite, João Paulo Rebelo juntou representantes da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), da Liga de clubes, do sindicato dos jogadores, das associações de árbitros e de treinadores, pedindo-lhes contributos para erradicar a violência no desporto.

O governante entende que apesar de estas entidades defenderem diferentes intervenientes do espetáculo do futebol, têm uma questão que as une, porque: “Ninguém se revê neste fenómeno da violência no desporto”.

João Paulo Rebelo considera que as medidas contra a violência começam a “surgir paulatinamente”, e deu como exemplo a recente decisão da FPF de introduzir na próxima época o vídeo-árbitro em todos os jogos da I liga.

O SEJD destacou também a disponibilidade do organismo federativo para rever o quadro disciplinar e a postura da secretária de Estado da Administração Interna, que "pediu contributos aos parceiros de segurança para eventuais alterações no quadro das sanções penais".

O governante lembrou ainda a decisão de policiar todos os jogos que sejam sinalizados pelas associações distritais e dos árbitros.

Sem querer desvalorizar “as agressões e os episódios menos agradáveis, que são condenáveis”, João Paulo Rebelo recusou a ideia de uma “generalização da violência”, lembrando que “muitas vezes a comunicação social repete muitas noticias à volta dos mesmos temas”.

O governante mostrou-se chocado com os “episódios de violência nas camadas de formação, que são levados a cabo por pais” e garantiu: “A violência é estúpida e os verdadeiros adeptos do desporto não são adeptos da violência”.

No que se refere “aos grupos de adeptos organizados, vulgarmente chamados de claques”, João Paulo rebelo classificou-os como “agentes desportivo” sob os quais o estado tem “um papel regulatório”, mas considerou que o nesse domínio o papel mais importante é o dos clubes.

Mostrando-se convicto de que novas medidas irão surgir, João Paulo Rebelo reiterou a ideia de que a violência no futebol é um problema que “requer um tratamento de fundo e não paliativo”.

O mês de abril ficou marcado por vários episódios de violência em torno do futebol, o mais grave dos quais o atropelamento mortal de um adepto do Sporting, de nacionalidade italiana, na sequência de confrontos entre claques, ocorridos junto ao Estádio da Luz, na véspera do Sporting-Benfica (1-1), da 30.ª jornada da I liga.

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