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A festa do fim de semana desportivo: Benfica, Ronaldo, Nadal e Jardim

CR7 marcou um grande golo de pé esquerdo e está quase a fazer a festa que os benfiquistas começaram mais cedo, com a conquista do tetra. Nadal também teve motivos para festejar e Jardim também está quase lá

Alexandra Simões de Abreu

JOSE MANUEL RIBEIRO

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1. A festa continua

A uma jornada do fim e com uma folgada vitória por 5-0 frente ao V. de Guimarães, o Benfica tornou-se tetracampeão nacional pela primeira vez na história do clube. Aconteceu a 13 de maio, o mesmo dia em que o Papa Francisco canonizou os pastorinhos Francisco e Jacinta, e em que Portugal ganha pela primeira vez o Festival da Canção, através de Salvador Sobral.

O resto já se sabe, festa no Marquês, receção esta segunda-feira na Câmara Municipal de Lisboa e dinheiro, muito dinheiro a entrar nos cofres do clube. Segundo o jornal “A Bola”, Rui Vitória é quem leva a fatia maior, um milhão de euros, por ter conduzido a equipa rumo a mais um título, enquanto o plantel encaixa dois milhões de euros, valor que será também repartido pelo staff técnico.

2. Pressão e estados de espírito

O Sporting não aguentou a pressão. Ver-se afastado da luta pelo 2º lugar - que dá acesso direto à Liga dos Campeões -, e assistir à festa do tetracampeonato do rival da 2ª circular deitou abaixo o ânimo dos “leões”, que não foram capazes de vencer este sábado, em Santa Maria da Feira. Apesar de se ter adiantado no marcador por Gelson, a apatia do Sporting não evitou a reviravolta do Feirense (2-1), que pela primeira vez ganha a um dos chamados “grandes”.

O FC Porto, pelo contrário, aliviado da pressão - entrou em campo a saber que o 2º lugar já não lhe escapa - voltou às vitórias, frente ao Paços de Ferreira, por 4-1. O Paços entrou melhor e adiantou-se por Ricardo Valente, mas Herrera, Brahimi, Diogo Jota e André Silva, deram a volta ao resultado.

As especulações sobre as eventuais saídas de Jorge Jesus do Sporting e de Nuno Espírito Santo do FC Porto já começaram, mas enquanto o segundo quando preferiu responder às questões sobre o futuro, com um lacónico “Continuidade? A grande confiança é um contrato que existe”; Jorge Jesus acrescentou mais uma acha à “fogueira”: "Somos treinadores, não somos somos treinadores de um clube”.

3. Jardim (quase) em festa, Mourinho (ainda) não

Depois de vencer o Lille por 4-0, o Mónaco tornou-se “oficiosamente” campeão francês. O treinador português Leonardo Jardim já pode colocar o champanhe no frigorífico uma vez que além da vantagem de três pontos para o PSG - quando estes têm apenas um jogo para jogar e o Monaco dois -, o critério de desempate é a diferença de golos e os monegascos têm uma diferença favorável de 17 golos.

Só um milagre para os parisienses será capaz de tirar o título à equipa de João Moutinho e Bernardo. Na próxima quarta-feira, o Mónaco joga com o Saint-Étienne e um ponto chega para ser oficialmente campeão.

Já José Mourinho não tem motivos para sorrir, uma vez que a derrota este domingo frente ao Tottenham, por 2-1, afasta matematicamente o Manchester United da Liga dos Campeões, pela via do campeonato inglês. Resta agora aos “red devils” vencer o Ajax na final da Liga Europa para entrarem diretamente na fase de grupos da Liga milionária.

4. Ninguém pára Ronaldo

Mais um golaço de Cristiano Ronaldo. E de pé esquerdo. O CR7 marcou dois golos ao Sevilha, este domingo, na penúltima jornada de La Liga, que o Real Madrid venceu por 4-1, e tornou-se no primeiro jogador a chegar aos 401 golos oficiais pelo clube "merengue".

Com o bis, Cristiano Ronaldo tornou-se no melhor marcador de sempre das principais ligas europeias (o chamado Big Five), chegando aos 366 golos e igualando Jimmy Greaves.

5. E mais um título para Nadal

Rafael Nadal continua imbatível na terra batida. Este domingo, o tenista espanhol chegou ao terceiro título do ano, ao superar o austríaco Dominic Thiem por 7/6 (8) e 6/4, na final do Masters 1000 de Madrid, torneio que já ganhou noutras quatro ocasiões (2005, 2010, 2013 e 2014).

Quem pode parar Nadal na terra batida? Até agora ninguém conseguiu. Este ano foram 15 vitórias em 15 jogos, tendo perdido apenas dois sets. Note-se que este é o 30.º título Masters 1.000 para Nadal, que assim igualou o recorde do sérvio Novak Djokovic.