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Caso do túnel de Alvalade: Bruno de Carvalho suspenso por seis meses e Carlos Pinho por 20

Os presidentes do Sporting e Arouca foram punidos esta quarta-feira pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol

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Bruno de Carvalho foi suspenso por meio ano pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol. A decisão foi conhecida esta quarta-feira e foi tomada no seguimento do caso do túnel de Alvalade. Também Carlos Pinho, presidente do Arouca, foi punido, mas o castigo foi mais pesado: 20 meses de suspensão.

Em causa, estão os acontecimentos após o final do jogo da 10.ª jornada da I Liga de futebol, a 6 de novembro, que os 'leões' venceram por 3-0. Bruno de Carvalho e Carlos Pinho desentenderam-se na zona dos balneários, levando mesmo à intervenção dos 'stewards' e da Polícia de Segurança Pública (PSP).

Segundo a SIC Notícias, Bruno de Carvalho vai ter de pagar ainda uma multa de 11 mil euros, enquanto a Carlos Pinho foi aplicada uma coima de 30 mil euros.

Depois do jogo, em novembro do ano passado, os dois presidentes desentenderam-se. Carlos Pinho acusou Bruno de Carvalho de cuspir. O líder leonino negou e garantiu que apenas lançou fumo do cigarro eletrónico para a cara do presidente do Arouca.

Nessa noite, ainda durante as flash interviews da Sport TV, após o Sporting-Arouca, foi possível ouvir uma grande confusão no túnel de Alvalade, mas nenhum dos treinadores presentes quis falar sobre o assunto.

Só que, pouco depois, Joel Pinho, diretor desportivo do Arouca e filho do presidente do clube, surgiu na sala de imprensa a denunciar uma alegada agressão de Bruno de Carvalho a Carlos Pinho. A informação foi desmentida pelos leões. “O presidente do Sporting foi à casa de banho e foi insultado. O diretor desportivo do Arouca, bem como outros elementos, incluindo um jogador, tentaram a todo o custo furar o cordão policial e agredir as pessoas do Sporting que estavam dentro do balneário”.

A 27 de julho, o “Record” dava conta das conclusões do inquérito levado a cabo pela Federação Portuguesa de Futebol. Afinal, o caso da cuspidela (melhor: do vapor) foi uma coincidência infeliz.

No entender da Comissão de Instrutores, o presidente do Sporting expeliu “fumo em direção à cara do presidente do Arouca”, através de “um cigarro eletrónico”, num “momento em que se encontravam em contacto um com o outro e, consequentemente, com a cara já muito próxima uma da outra”.

Terão sido estas circunstâncias que deram azo à confusão que depois ocorreu, apontou a Comissão de Instrutores; Bruno de Carvalho nunca terá tido o intuito de cuspir na cara do presidente do Arouca. Depois destas conclusões, o Conselho de Disciplina foi chamado a pronunciar-se e suspendeu ambos.