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Manuel Machado e a disparidade de meios: “Não posso dizer que seja um resultado pesado”

Sem pôr em causa a justiça do resultado, o técnico do Moreirense aproveitou para criticar o futebol da atualidade: “O que conta é o campeonato dos três [grandes] e o resto é carne para canhão

Lusa

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"Não concordo que esta derrota seja pesada, sobretudo depois de ter visto ontem cinco golos no [Estádio] D. Afonso Henriques e outros cinco na Luz. Creio que o desfecho acaba por assentar bem ao que se passou, pois não há contestação à superioridade do FC Porto em todos os indicadores."

"Desenhámos uma estratégia sabendo que temos uma equipa quase toda nova, e julgo que em termos coletivos estivemos bem, nomeadamente no plano defensivo, visto que os golos surgiram de erros individuais. Tenho uma equipa que ainda vai crescer, espero que até ao fim do mercado possa ter mais peças."

(Sobre o campeonato) "Mas outras coisas em que devemos refletir, que vi ontem na Luz, no Afonso Henriques e hoje aqui, é uma disparidade de meios que tange o abjeto. Quando uma equipa como o Moreirense, com um orçamento de três milhões, perde 3-0 contra uma equipa de 70, 80 ou 90 milhões, não posso dizer que seja um resultado pesado..."

"O que está acontecer, a curto e médio prazo, vai cavar um fosso difícil de recuperar. O presidente da Federação Portuguesa de Futebol, o presidente da Liga de Clubes, o secretário de Estado e a imprensa serão responsáveis pelo que virá acontecer no futuro? O que conta é o campeonato dos três [grandes] e o resto é carne para canhão."