Tribuna Expresso

Perfil

Futebol nacional

Paços de Ferreira: “o mito”do videoárbitro só funcionou por três jornadas

Os pacenses queixam-se de “erro grosseiro e indesculpável” de Carlos Xistra

Lusa

MIGUEL RIOPA/Getty

Partilhar

O Paços de Ferreira defendeu na quarta-feira que "o mito" do videoárbitro (VAR) só funcionou por três jornadas na I Liga de futebol, tecendo duras críticas ao "erro de análise" de Carlos Xistra que ditaria a vitória do Feirense (2-1).

Num comunicado com sete pontos, a direção pacense dá conta do seu inconformismo face à grande penalidade assinalada pelo árbitro Carlos Xistra no jogo da terceira jornada com o Feirense, após consulta ao VAR, e fala num erro que “pode vir a revelar-se decisivo no futuro, desvirtuando assim a verdade desportiva, fim último da introdução de novas tecnologias que tanto se apregoou”.

“A direção do FCPF SDUQ não pode conformar-se – sem recurso a todos os meios legais ao seu dispor – com todos os factos ocorridos (…). Na realidade, a equipa de arbitragem auxiliada por todos os meios técnicos ao seu dispor decidiu pela manutenção de um erro de análise de um lance ocorrido no final do jogo, o qual nos retirou a possibilidade de pontuação, facto que pode vir a revelar-se decisivo no futuro”, pode ler-se no comunicado partilhado na página oficial do Paços de Ferreira na Internet.

Os pacenses alegam que tal decisão, que classificam de “erro grosseiro e indesculpável”, pode afetar os objetivos finais do clube e ter influência direta na classificação de todas as outras equipas, desvirtuando, assim, a verdade desportiva.

“O FC Paços de Ferreira tem a perfeita consciência de que a introdução do VAR não erradicará de todo a existência de erros na análise de lances em quaisquer jogos de futebol e muito menos fará disfarçar a falta de qualidade e competência de alguns agentes desportivos. No entanto, não ter a capacidade objetiva de análise quando se dispõe de meios para que assim suceda, ao arrepio de posições unânimes, não pode deixar de preocupar a direção do FC Paços de Ferreira e logicamente todas as instâncias desportivas”, pode ainda ler-se.

Num tom duro, a direção pacense acentua as críticas à atuação de Carlos Xistra, acusando ainda o árbitro da associação de Castelo Branco de ter permitido que “o jogo decorresse durante seis minutos da primeira parte e cinco minutos da segunda parte sem as condições técnicas de iluminação exigidas por Regulamento e imperativo legal”.

“E, bem assim, aceitou ou decidiu a colocação do dispositivo de análise de lances no âmbito do vídeo-arbitro em local não adequado em termos regulamentares, porquanto tal dispositivo deve situar-se no lado oposto àquele em que se situam os bancos das equipas técnicas e suplentes, o mais central possível, o que no caso em apreço nada impedia que assim fosse”, denunciou o clube.

Ainda sobre esta matéria, o Paços faz notar que “tal dispositivo foi colocado e utilizado pela equipa de arbitragem junto a uma das bancadas topo destinada a adeptos e ao grupo organizado de adeptos afetos à equipa da casa”.

“A equipa de arbitragem ao conformar-se com a atuação referida potenciou e contribuiu – ativa e decisivamente – para a violação das recomendações regulamentares potenciadoras de influência direta no resultado desportivo, violando tais normas, com consequências que não poderão deixar de ser assacadas com a consequente responsabilização”, conclui o comunicado.