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O que oferecem os clubes aos árbitros? Sporting camisolas, FC Porto roupões, Benfica é mais vinho

Metade dos clubes de futebol da I Liga não dão nada aos árbitros, os restantes gostam de mimar os homens do apito com doces e pastéis, vinho do Porto ou da região

Isabel Paulo

D.R.

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Os misteriosos relatórios dos árbitros passaram a ser públicos desde o início da temporada, medida de transparência que permite agora aos curiosos adeptos de futebol saber, afinal, o que escrevem os profissionais no fim de jogos os profissionais mais odiados do mundo de futebol. O Público foi consultar os relatórios e publica, este sábado, o que recebem de presente os árbitros ou as provocações verbais mais comuns que ouvem em campo.

Apesar dos rios de tinta que fez correr os célebres vouchers do Benfica de jantares a árbitros, delegados e observadores, queixa que chegou ao Tribunal Arbitral do Desporto, na Suíça, metade dos clubes da I Liga continua a não resistir a umas cortesias da casa, a começar pelo Sporting mas que se limita à oferenda das leoninas camisolas da praxe.

O Benfica, na luz, ou na condição de visitante, viaja com camisolas e vinho a bordo, enquanto o FC Porto opta por distribuir roupões e toalhas.

O Vitória de Guimarães é mais cachecóis, doces e peças de artesanato minhoto, o Boavista Vinho do Porto, o Feirense as fogaças locais, o Tondela vinho da região, o Belenenses camisolas e, claro, pastéis de Belém. Para lá do Marão, o Desportivo de Chaves manda para o balneário uma lembranças regionais sem valor comercial.

Os restantes nove emblemas não dão nada.

'Gatuno! Gatuno' e outros mimos

Entre as muitas provocações e injúrias em campo pelos árbitros e assistentes o “Gatuno” é um clássico, mas em matéria de ofensas há quem goste mesmo de carregar no vernáculo. “Vou-te foder cabrão! e Vai para a puta que pariu seu filho de uma puta...”, foi o que ouviu, e reportou, Fábio Veríssimo no Guimarães-Marítimo, da boca de Zainadine, após ordem de expulsão. Jubal, que também viu o vermelho, também não poupou nas palavras, mais ou menos do mesmo teor, rematadas com um mais suave “...Quem pensas que és tu, palhaço!”