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Ministério Público acusa 11 agentes do Corpo de Intervenção por agressão grave a adepto do Boavista

DIAP de Braga acusa 11 efetivos da PSP de um crime de ofensa à integridade física grave de um adepto do Boavista, que perdeu o globo ocular direito na sequência de uma carga policial, à chegada dos autocarros do Boavista a Guimarães, em 2014

Isabel Paulo

GEOFFROY VAN DER HASSELT

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Três anos depois do Vitória de Guimarães-Boavista, jogo referente à 7ª jornada que foi precedido de um confronto policial na entrada dos adeptos boavisteiros para o Estádio D. Afonso Henriques, o Ministério Público da Comarca de Braga deduziu acusação contra 11 arguidos do Corpo de Intervenção da Polícia de Segurança Pública, acusados de terem provocado cegueira a um adepto axadrezado, crime praticado em co-autoria.

De acordo com a acusação, divulgada esta quarta-feira pela Procuradoria-Geral Distrital do Porto, o adepto sofreu, em resultado de agressões, a “perda do globo ocular direito, com as inerentes perda total de visão e alterações faciais”.

Segundo o MP, o crime de ofensa à integridade física qualificada ocorreu à chegada dos autocarros que transportavam os sócios e simpatizantes do Boavista, quando um dos agora arguidos abordou um dos adeptos, “instando-o a que se movimentasse para determinado local”.

Como este não o tivesse feito, “derrubou-o ao solo, colocou-lhe um joelho por cima das costas e fê-lo permanecer deitado de cara para baixo e, de seguida, ele e outros dois arguidos bateram no referido adepto, nomeadamente com cotoveladas, pontapés, socos e pancadas de cassetete, enquanto os demais arguidos os integraram no interior de um círculo que formaram e assim impediram que lhe fosse prestado socorro”, acrescenta o MP.