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Jorge Jesus: "São sempre os mesmos a jogar e isto não há milagres, há um ou outro que tem de rasgar"

Após a vitória sobre o Rio Ave, o treinador do Sporting mencionou a intensidade, a carga de jogos e os adversários que a equipa tem defrontado para justificar as lesões de Mathieu e Piccini

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FRANCISCO LEONG

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O jogo que foi taco a taco

"Aliviados, ou mais carregados, ficamos em função do resultado. Já sabíamos que ia ser difícil, perdemos aqui o ano passado por 3-1. Em Vila do Conde é sempre extremamente difícil. Na primeira parte perdemos algum poder, taticamente, em relação à nossa organização defensiva.

O Rio Ave teve muito tempo de bola. Emendámos alguns jogadores e fizemos uma segunda parte equilibrado, o golo podia entrar tanto de um lado, como do outro. É assim que se fazem os campeões, como o Sporting faz e como jogou aqui. Parabéns à equipa.

Está-se a pagar esta intensidade de jogo, de três em três dias. Hoje perdemos o Piccini e o Mathieu com problemas musculares, dois jogadores muito importantes, devido à carga que a equipa está a ter. São jogadores que vão estar fora não uma semana, mas muito mais. Não sou médico, mas tenho experiência de jogador e de ter sofrido estes problemas que eles sofreram.

Os adversários, a intensidade e as lesões

"Mas pronto, se queres estar ao nível que o Sporting tem estado e jogar contra as melhores e equipas do mundo, calhou-nos o Barcelona e a Juventus. No onze da FIFA estão jogadores só de três equipas - O real Madrid, o Barcelona e a Juventus, as equipas que nos têm calhado. Uma situação curiosa. Para poderes fazer equilíbrios contra essas equipas tens de correr o dobro, o que o Sporting tem feito.

Depois estás num campeonato competitivo onde também tens de dar tudo. Depois são sempre os mesmos a jogar e isto não há milagres, há um ou outro que têm de rasgar."

A entrada de Battaglia ao intervalo para corrigir coisas

"A nossa primeira pressão completamente mal em termos posicionais, não sabia muito bem o que andavam para ali a fazer. O Rio Ave entrava na nossa última linha com alguma facilidade, com os alas a virem de fora para dentro.

A equipa não estava à espera, ou quer dizer, estava, porque tínhamos estudado a primeira fase de construção do Rio Ave. Estava ansioso que a primeira parte acabasse para corrigirmos e fazermos o que fizemos."

As paradas de Rui Patrício

"Deu os parabéns a todos os jogadores. Ao Bas Dost porque foi determinante no golo e ao Rui porque tirou golos, fez três ou quatro defesas ao nível da classe que tem, é um guarda-redes de classe mundial. Os jogadores estão felizes e, depois, o rendimento nota-se aí."