Tribuna Expresso

Perfil

Futebol nacional

Recado do G15 aos grandes: pequenos e médios clubes querem pacto de não-agressão

G15, o grupo de pequenos e médios da Liga Nos, fizeram acordo de tréguas entre si para acabar o clima de guerrilha no futebol português, exortando Benfica, FC Porto e Sporting a adotar a mesma conduta

Isabel Paulo

Partilhar

Onze dos clubes que aderiram ao G15 acordaram entre si um pacto de não-agressão para apaziguar as relações entre eles na I Liga, minadas pelas crescentes suspeitas de pressão junto dos árbitros e pelo clima de guerrilha entre os 'grandes'. Em reunião, ontem, em Vila do Conde, o grupo que reúne os pequenos e médios clubes, mobilizado por António Salvador, presidente do Sporting de Braga, e Rui Pedro Soares, líder do Belenenses, convidaram Benfica, FC Porto e Sporting a adotar a mesma conduta, tendo ainda proposto uma revisão do quadro de infrações disciplinares para dirigentes e agentes desportivos que pisem o risco. O endurecimento dos castigos e sanções pecuniárias mais elevadas tem sido ainda defendido pela APAF junto da Liga.

“Há uma linha que separa os princípios de educação e elevação que não devemos ultrapassar”, afirmou Paulo Meneses, presidente do Paços de Ferreira. Os clubes deliberaram ainda na segunda reunião do G15 propor à Liga Portugal um novo regime de cedência temporária de jogadores, que passa pela proibição de empréstimos entre clubes da mesma divisão.

Reestruturação do modelo de governação da Liga de forma a a reforçar a participação de todos clubes, alteração às regras do sorteio condicionado do calendário de jogos, uniformização do número de câmaras de televisão ao dispor do VAR (vídeo-árbitro) e alteração do critério de pagamento da taxa de transmissão televisiva. A proposta passa pela isenção dos clubes da II Liga e pagamento proporcional aos valores pagos pelos detentores dos direitos televisivos para os clubes/SADs da Liga NOS à Liga Portugal, em vez da taxa fixa de 2.500 euros.

Criação de um fundo de solidariedade para os clubes despromovidos à II Liga e elaboração de regras a recomendar à FPF e Liga para efeitos da operacionalizão do VAR são outros pontos em agenda e que os clubes, com a abertura da adesão à II Liga, pretendem levar a Assembleia Geral Extraordinária da Liga, a solicitar a Pedro Proença até ao final de dezembro.