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Dérbi: a última fronteira entre o fim e a salvação do Benfica

O Benfica vai disputar esta quarta-feira o dérbi com o rival Sporting com o campeonato como "tábua de salvação" de uma época em que foi eliminado de todas as outras competições ainda antes do fim do ano civil.

Lusa

JOSÉ COELHO/LUSA

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Dois dos últimos três jogos do clube lisboeta resultaram no afastamento prematuro da Taça de Portugal e da Taça da Liga, depois de já ter saído da Liga dos Campeões só com derrotas. Mas na I Liga, o tetracampeão nacional continua agarrado à perspetiva de conquistar o inédito penta.

O Benfica, que até iniciou a temporada com a conquista da Supertaça, ao vencer por 3-1 o Vitória de Guimarães, chega ao confronto da 16.ª jornada, penúltima da primeira volta, a três pontos do Sporting e do FC Porto, podendo igualar os leões caso se imponha no jogo do Estádio da Luz.

O arranque seguro do Benfica

As transferências milionárias do guarda-redes Ederson e dos defesas Lindelof e Nelson Semedo desfiguraram o setor mais recuado do Benfica, mas, ainda assim, os encarnados protagonizaram um arranque de campeonato muito seguro, com quatro vitórias nas cinco rondas iniciais.

Depois dos triunfos sobre o Sporting de Braga (3-1, em casa), Desportivo de Chaves (1-0, fora) e Belenenses (5-0, em casa), o Benfica perdeu os primeiros pontos no estádio do Rio Ave (1-1), antes de cumprir os serviços mínimos (2-1) na receção ao Portimonense.

As águias atravessavam o momento mais delicado na prova, tendo sofrido a primeira e única derrota na jornada seguinte, na visita ao terreno do Boavista, por 2-1, voltando a tropeçar (1-1) duas semanas mais tarde, frente ao Marítimo, com um triunfo por 2-0 sobre o Paços de Ferreira de permeio.

Queda na Champions

O Benfica chegava ao fim da oitava jornada com menos cinco pontos do que o FC Porto e menos três em relação ao Sporting, numa altura em que também começava a escrever a sua história de insucesso na Liga dos Campeões, que deixou com o pior desempenho de sempre de uma equipa portuguesa.

Na I Liga, em contrapartida, a equipa treinada por Rui Vitória emendava a mão, obtendo quatro triunfos seguidos, sobre o Desportivo das Aves (3-1, fora), Feirense (1-0, em casa), Vitória de Guimarães (3-1, fora) e Vitória de Setúbal (6-0, em casa).

O tetracampeão conseguiu depois sair do Estádio do Dragão com as possibilidades de ser campeão intactas, ao empatar 0-0 com o FC Porto, e não vacilou nos dois encontros seguintes, na receção ao Estoril-Praia (3-1) e na visita a Tondela (5-1).

Se o Benfica se mantém na corrida pelo título, deve-o em grande medida ao avançado brasileiro Jonas, melhor marcador do campeonato, com 18 golos (mais cinco do que o holandês Bas Dost, do Sporting), tendo ficado em branco em apenas dois jogos, com o Chaves e o FC Porto.

Lusa