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Adepto condenado por morte com very-light volta a ser detido no estádio da Luz

Membro dos No Name Boys matou um adepto do Sporting com um very- light no estádio do Jamor em 1996, tendo sido condenado a quatro anos de prisão. Em 2016 voltou a ser condenado e proibido de entrar em recintos desportivos por posse de material pirotécnico

Lusa

Violência. A morte de um adepto do Sporting, atingido por um very light atirado por um adepto do Benfica, na final da Taça de Portugal, em 1996, é um dos episódios mais violentos da história do futebol em Portugal

FOTO LUÍS FILIPE CATARINO/EXPRESSO

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O homem condenado há 20 anos por causar uma morte com um very-light foi detido pela PSP no sábado no Estádio da Luz, onde estava proibido de entrar na sequência de uma condenação por posse de material pirotécnico.

Em comunicado, o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP informou que a detenção ocorreu às 16:00 de sábado, no âmbito do policiamento ao jogo entre o Benfica e o Chaves, decorrido no Estádio da Luz.

A PSP cumpria "um mandado de detenção emitido por Autoridade Judiciária, para cumprimento de pena de três anos, no âmbito de um processo-crime de detenção de arma proibida (artefactos pirotécnicos)".

O homem em causa, Hugo Inácio, é o membro da claque encarnada No Name Boys que, em 1996, matou um adepto do Sporting com um 'very-light' no Jamor, tendo sido condenado a quatro anos de prisão.

Atualmente com mais de 40 anos, Hugo Inácio voltou a ser condenado em 2016 a três anos de prisão e proibição de entrar em recintos desportivos durante sete anos, por posse de material pirotécnico, disse à Lusa fonte da PSP, especificando que o adepto em causa desobedeceu a uma pena determinada pelo tribunal, pelo que será julgado novamente.