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Golo (mal) anulado a Doumbia? FPF diz que equipa de arbitragem teve “uma interpretação desajustada”

Conselho de Arbitragem emitiu comunicado em que admite que o VAR errou no lance em que o Sporting podia ter feito o primeiro golo no jogo frente ao Feirense, no domingo

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O lance do golo anulado a Doumbia no Sporting-Feirense de domingo valeu mais um coro de críticas ao videoárbitro (Jorge Jesus e Bruno de Carvalho foram algumas dessas vozes), que terá analisado mal o lance ou, melhor dizendo, colocado foice em seara alheia, agindo para lá do protocolo que rege a sua intervenção.

Críticas essas que levaram o Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol a emitir um comunicado em que se admite o erro que tirou o golo ao Sporting, por a infração sancionada pelo VAR ter decorrido antes da fase de ataque que levaria ao remate certeiro de Doumbia.

Diz então a FPF que a equipa de arbitragem, liderada por Luís Ferreira e que tinha como vídeoárbitro Manuel Oliveira, “teve uma interpretação desajustada” face à jogada, o que levou “à errada anulação de um golo”.

Leia aqui o comunicado completo do Conselho de Arbitragem da FPF

"O Protocolo VAR define que se uma equipa cometer uma infração na fase de ataque e, como resultado dessa ação, obtiver golo ou beneficiar de um pontapé de penálti o lance deve ser revertido. Ou seja, o golo ou pontapé de penálti deverão ser anulados e assinalada a falta.

O IFAB, num recente esclarecimento feito aos árbitros portugueses, definiu que a fase de ataque consiste numa jogada que vá rapidamente na direção da baliza adversária.

Quando a equipa que desenvolve uma fase de ataque decide recuar em direção ao seu meio-campo ou a defesa adversária joga a bola passa a ser uma nova jogada, eliminando-se as eventuais infrações técnicas cometidas na anterior fase de ataque.

Na 22ª jornada da Liga NOS verificou-se um lance em que a equipa de arbitragem teve uma interpretação desajustada desta indicação do protocolo VAR, o que conduziu à errada anulação de um golo.

O Conselho de Arbitragem entende divulgar este esclarecimento para não restarem quaisquer dúvidas sobre a definição de fase de ataque à luz do protocolo VAR.

O CA recorda que a implementação do projeto VAR se encontra em ano de testes, pelo que se torna especialmente relevante a partilha de informação. Só assim todos os agentes e adeptos terão ao seu dispor os dados que lhes permitam compreender esta nova ferramenta ao serviço do futebol”.