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Sérgio Conceição: "Não havia a menor dúvida de que íamos dar o máximo"

O treinador do FC Porto, depois de golear o Rio Ave pelos mesmos números que foi goleado pelo Liverpool, disse que confia totalmente nos seus jogadores e sabia que eles iam dar tudo - e que o darão na segunda mão, em Inglaterra, para mostraram "que essa diferença não é assim tão grande"

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"Não íamos entrar a pensar no jogo que tivemos senão corríamos o risco de não fazer nada. Preparámos o jogo de uma forma tranquila, no sentido de sabermos o que tínhamos de fazer contra o Rio Ave, que está a fazer um excelente campeonato. O caráter dos jogadores ficou demonstrado já depois de dois resultados negativos na Liga dos Campeões, contra o Besiktas e o Leipzig.

Não havia a menor dúvida que íamos sempre dar o máximo, podia acontecer que o máximo não chegasse, mas tenho total confiança nos meus jogadores.

Entrámos de uma forma forte, agressiva no bom sentido, a tentar condicionar ao máximo esse início de construção do Rio Ave, que privilegia muito o guarda-redes. Conseguimos que não se sentisse confortável no jogo. Fizemos cinco golos, tivemos mais algumas ocasiões, mas penso que o resultado se ajusta perante uma equipa, repito, que tem feito um trajaeto muito interessante. Sabia que o Miguel Cardoso não ia mudar aqui os seus princípios e isso é louvável."

A ressaca da derrota com o Liverpool

"Temos consciência que há quatro ou cinco equipas que lutam pela Liga dos Campeões. Obviamente que defendemos um clube que tem história na competição, mas, mesmo esses clubes que colocam a prova como um dos objetivos da época, privilegiam o campeonato.

O nosso foco é o campeonato. Obviamente que não gostamos de perder daquela maneira. Também acho que existe a diferente para acontecer um resultado daqueles. Foi um jogo e uma noite má, que queremos esquecer, e vamos provar em Liverpool que a diferença não é assim tão grande."

Casillas, que não jogava na liga desde a oitava jornada

"Mudei. Também mudei no Felipe e no Corona. Faz parte das minhas opções para o jogo, não mais do que isso. Os quatro guarda-redes trabalham de forma fantástica, pagam-me para escolher e penso que não há maldade nisso.

Houve jogos em que o Sá não teve tão bem e continuou a jogar. Faz parte do momento. Achei que, neste período, era importante ter a experiência de alguns jogadores em campo. Foi um conjunto de situações que avaliamos para depois decidirmos. Tem a ver, também, com a qualidade do Iker, claro."

Os 45 minutos contra o Estoril que vêm aí (ou não)

"Somos uma equipa intensa no jogo, que quer recuperar a bola o mais rapidamente possível e ganha muitos duelos no jogo. Pena é que, muitas vezes, os árbitros não interpretem o contacto e o duelo e marquem muitas faltas.

Se fosse em outro país, o jogo de hoje tinha metade das faltas que teve. O Carlos Xistra teve uma arbitragem tranquilo, mas isto é do futebol português, acho que se apita muito."