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FC Porto queixa-se de partida “vagamente parecida com um jogo de futebol”

Na primeira derrota da Liga, os dragões defendem que o que aconteceu em Paços de Ferreira só foi algo parecido um jogo de futebol porque havia 22 jogadores em campo, árbitros, bola e balizas. FC Porto queixa-se de paragens, reposições de bola lentíssimas, lesões simuladas e de árbitro complacente

Isabel Paulo

JOSÉ COELHO / Lusa

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A newsletter Dragões Diário atira em todas as direções após a derrota por um golo do FC Porto, ontem, em Paços de Ferreira. À 35ª jornada, a equipa de Sérgio Conceição viu quebrada a invencibilidade na Liga, num encontro que o clube considera “vagamente parecido com um jogo de futebol, (só porque havia 22 jogadores em campo, árbitros (Bruno Paixão), bola, balizas, etc.”.

O deslize no Estádio Capital do Móvel mantém os dragões na liderança do campeonato, mas viu reduzida para dois os pontos a vantagem para o Benfica. Entre as queixas enumeradas na newsletter portista, estão constantes paragens, bolas que demoravam a aparecer, lesões simuladas, reposições lentíssimas. O tempo de compensação da segunda parte é também criticado pelo FC Porto: “Nos sete minutos que deveria ter tido, a bola só esteve em jogo durante dois minutos e 33 segundos. É por tudo isto que é difícil dizer com rigor que ontem foi disputado um jogo de futebol em Paços de Ferreira”.

“Foi só construindo um cenário destes – associado a responsabilidades próprias que ninguém na equipa escamoteou – que, em Portugal, se conseguiu bater o FC Porto nesta temporada”, acrescentam os portistas, referindo que Sérgio Conceição ficou “enojado com o espetáculo horrível” da Mata Real”. O treinador do FC Porto não escondeu, contudo, o descontentamento com a prestação da equipa, um desgrado “geral”. Conceição lamentou que a dinâmica da equipa não tenha sido a habitual pelas condições climatéricas e devido a alguma apatia no início do jogo. “Além disso, o tempo útil de jogo foi muito pouco, o que é algo que prejudica uma equipa como a nossa”, adiantou.

A atitude do Paços de Ferreira e a complacência do árbitro foram ainda criticadas por Sérgio Conceição, que acusou o árbitro de ter permitido “demasiado antijogo”, questionando se era estratégia, ou não, do adversário: “Não entendo a paciência que Bruno Paixão teve para deixar andar um jogo que era constantemente parado”.

O técnico portista afirma que não será “esta derrota” que fará baixar a guarda na luta pelo título, até porque a equipa só depende de si própria, lembrando que o FC Porto ainda pode empatar um jogo e ganhar os outros sete. Na rota do título, o Boavista é o adversário que se segue.

O Sporting desloca-se esta segunda-feira a Chaves e, caso vença, reposiciona-se na luta pelo título nacional, ao ficar a três pontos do Benfica e a cinco do FC Porto.