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Ninguém fica indiferente ao dérbi - nem o primeiro-ministro. “Seria mais fácil responder quem eu quero que ganhe”

O primeiro-ministro evitou fazer um prognóstico sobre o 'derby' deste sábado entre Sporting e Benfica, mas antecipou que vai ser um jogo "muito difícil" porque está em causa o segundo lugar, que dá acesso à Liga dos Campeões

Lusa

JOSÉ COELHO/LUSA

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O jogo, hoje, da I Liga portuguesa de futebol entre o Sporting e o Benfica marcou o primeiro ponto do programa da visita de António Costa a Montreal, capital do Quebeque, no último de quatro dias de presença do primeiro-ministro no Canadá.

Na Escola da Missão de Santa Cruz, o primeiro-ministro foi recebido por mais de uma centena de crianças entre os quatro e os 16 anos, de diversos graus de ensino, alguns dos quais tinham vestido uma camisola do Benfica.

"Vejo que nesta sala há muitos benfiquistas", observou o líder do executivo com evidente satisfação, antes de ser questionado por uma criança sobre o clube que aposta que vai ganhar esta noite em Lisboa.

"Seria mais fácil responder quem eu quero que ganhe. Vai ser um jogo muito difícil, porque está em causa o acesso à Liga dos Campeões. Um deles, Sporting ou Benfica, até pode ficar em primeiro lugar, mas é muito difícil", considerou, aqui numa alusão à vantagem que o FC Porto dispõe face aos dois clubes da capital portuguesa.

Na visita à Escola da Missão de Santa Cruz em Montreal, António Costa esteve sempre acompanhado pelo ministro das Finanças do Quebeque, Carlos Leitão, que é luso-canadiano, e pelo padre Feng, sacerdote de origem vietnamita que viveu várias décadas no Brasil.

Além de ensino, a Missão de Santa Cruz, que serve potencialmente uma comunidade de 70 mil portugueses e lusodescendentes residentes no Quebeque, dispõe de uma "Universidade de tempos livres", uma biblioteca com dez mil livros, quartos para idosos carenciados e organiza uma iniciativa às quartas-feiras também para a terceira idade denominada "vamos comer juntos".