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Administrador do Aves à espera de esclarecimentos da FPF sobre 'chumbo' europeu

Luiz Carlos Andrade, administrador da SAD controlada por capitais chineses do Desportivo das Aves, afirma que o pedido de licenciamento foi efetuado em dezembro mas sem cumprir todos os requisitos. Clube estava convencido que poderia completar candidatura até maio

Isabel Paulo

Guedes marcou os dois golos do Aves na final da Taça de Portugal 2017/18

Pedro Fiuza/Getty

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O administrador brasileiro que preside à SAD do Desportivo das Aves remete para o final desta segunda-feira o anúncio da decisão sobre o acesso ou não da equipa de José Mota à Liga Europa.

À Tribuna Expresso, Luiz Carlos Andrade afirma que a SAD enviou, em dezembro, para a Federação Portuguesa de Futebol, entidade que faz a ponte entre os clubes nacionais e a UEFA em matéria de relacionamento internacional, a documentação referente a uma eventual participação nas provas europeias.

Segundo o administrador, a candidatura “não ficou completa, dado o Estádio não cumprir todos os requisitos”, entre os quais a lotação do Estádio do Aves (5.444 lugares) e outros critérios ao nível das instalações, que Luiz Andrade recusa para já adiantar. Embora fonte do processo de licenciamento assegure que não há luz verde da UEFA para que o vencedor da Taça de Portugal ainda vá a tempo de satisfazer os requisitos mínimos, na administração do Aves ainda se espera “um milagre de última hora”.

O responsável da SAD, controlada maioritariamente pelo grupo de capitais chineses liderado por Wei Zhao, adianta ter ficado convencido que as garantias em falta poderiam ser enviadas até maio, dúvida que, diz, irá ser esclarecida pela FPF até ao final da tarde. Nessa altura, a administração do Desportivo das Aves irá comunicar as razões do 'chumbo', “ou não”, da estreia da equipa que derrotou o Sporting no Jamor na Liga Europa.

Para o presidente da Câmara de Santo Tirso, Joaquim Couto, a confirmar-se o afastamento do Aves da Liga Europa, será “um duro revés para o concelho”, que tem registado um desenvolvimento sustentado a nível turístico, cultural e da restauração com a promoção da equipa à I Liga. “Não temos um estudo de impacto económico, mas o retorno em termos de dormidas, restauração e venda de artesanato tem sido muito positivo”, refere o autarca que esta segunda-feira irá homenagear os heróis da Taça de Portugal na Câmara de Santo Tirso.

Joaquim Couto desconhece as razões que estarão na base da ausência de luz verde por parte da UEFA no acesso direto à Liga Europa, afirmando que a presença fora de portas daria outra visibilidade e dinamização à economia local da região, “que perde pela sua localização geográfica, a 15 minutos do Porto, Braga e Guimarães, mais um ponto de passagem do que de permanência para quem visita a cidade da Área Metropolitana do Porto”.

Situação que o autarquia tem feito por inverter com o arrojado projeto de arte pública 'Museu Internacional de Escultura Contemporânea', que agrega 54 esculturas de artistas consagrados nacionais e internacionais espalhadas pelo centro da cidade, e cuja sede é da autoria de Siza Vieira e Souto de Moura.

Embora a Câmara de Santo Tirso não comparticipe no futebol profissional do clube, a autarquia, ao abrigo de um contrato-programa financia em 120 mil euros/ano a formação do Aves, que tem nas suas escolas mais de 350 atletas. O complexo desportivo, incluindo o estádio, é propriedade do clube, tendo a Câmara comparticipado ainda em 500 mil euros a construção do pavilhão do Aves e dos campos de treino da formação.

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