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Os dois primeiros casos de doping dos Jogos Olímpicos de 2016

Os resultados dos testes de doping da nadadora chinesa Chen Xinyi e da búlgara Silvia Danekova deram positivo. As atletas já apresentaram os seus pedidos de recurso

Maria João Bourbon

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Madeline Groves (Austrália), Xinyi Chen (China) e Dana Vollmer (EUA) na prova de 100 metros de mariposa, nos Jogos Olímpicos do Rio

Al Bello / Getty Images

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Chen Xinyi foi a primeira. A nadadora chinesa de 18 anos, que ficou em quarto lugar nos 100 metros de mariposa (a apenas nove centésimos da medalha de bronze), foi apanhada com uma substância diurética proibida pela Agência Mundial Antidopagem (AMA), noticia esta sexta-feira a agência chinesa Xinhua. A hidroclorotiazida é usada para aumentar o fluxo de urina de modo a camuflar outras substâncias dopantes.

A atleta chegou ao Rio de Janeiro sem saber os resultados da análise ao sangue, uma vez que a amostra de sangue foi recolhida antes de Xinyi chegar ao Brasil. A nadadora já apresentou um pedido ao Comité Olímpico Internacional, de modo a ter direito a um novo teste e poder ser ouvida, confirma a Associação Chinesa de Natação.

Já a búlgara Silvia Danekova acusou eritropoietina num controlo a 26 de junho, após a chegada da comitiva búlgara ao Rio. A eritropoietina é uma hormona que estimula a produção de glóbulos vermelhos no sangue, de modo a aumentar a produção de energia aeróbica. A atleta de 33 anos deveria correr na próxima segunda-feira na prova dos 3.000 metros.

“Infelizmente, temos um caso positivo e estamos à espera do resultado da contra-análise”, afirmou à imprensa búlgara o secretário-geral do Comité Olímpico da Bulgária, Belcho Goranov.

Danekova afirma que a única explicação que lhe parece possível para o teste ter sido positivo é a eventualidade de ter ingerido a substância a partir de um suplemento alimentar contaminado. “Fui testada quatro vezes depois de entrar na cidade olímpica”, afirmou a atleta.“Os resultados de três das amostras foram negativos. Estou em choque.”