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Bolt é tricampeão nos 100m. “Mais duas medalhas e posso assinar por baixo: imortal”

Mais um recorde olímpico para Usain Bolt. Na noite deste domingo o jamaicano arrecadou o terceiro título olímpico consecutivo nos 100m

Maria João Bourbon

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Shaun Botterill/Getty Images

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Não teve uma boa partida, mas mais uma vez conseguiu recuperar. Justin Gatlin saiu à frente, consolidando assim a sua vantagem face a Bolt, mas o jamaicano de 29 anos acabaria por conseguir ultrapassar o norte-americano. Justin Gatlin foi prata (9,89s) e o bronze foi para o canadiano Andre de Grasse (9,91s).

Ao correr, rápido como um raio, a final de 100m no Rio de Janeiro (em 9,81 segundos), Bolt tornou-se assim o primeiro tricampeão olímpico da história dos 100m, depois de ter conquistado o título em Pequim (2008) e Londres (2012).

Pascal Le Segretain/Getty Images

“Não fui tão veloz, mas estou feliz por ter vencido”, disse, após a vitória. “Senti-me como se estivesse num estádio de futebol. A energia que senti foi incrível.” Selfies, uma volta pelo estádio e até o raio, o seu gesto característico, estiveram presentes nesse momento final após ter cruzado a meta.

“É um bom começo para mim nos Jogos Olímpicos. Vão sempre existir pessoas que duvidam da minha forma, mas estou melhor do que na temporada passada”, garante o atleta que no início de julho sofreu uma lesão muscular, sendo forçado a ficar três semanas afastado das pistas.

Bolt compete mais uma vez esta terça-feira no Estádio Olímpico, nas eliminatórias dos 200m rasos, e na quinta-feira nas primeiras provas de 4x100m. Em ambas, também há a ambição do tricampeonato olímpico. “Alguém disse que posso tornar-me imortal. Mais duas medalhas e posso assinar por baixo: imortal.”

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